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Equador

2011



Nova York, 21 de julho de 2011 - Um editor e três executivos do jornal equatoriano El Universo foram sentenciados a três anos de prisão e multa de US$ 40 milhões na quarta-feira por difamarem o presidente Rafael Correa, de acordo com a imprensa local. O Comitê para a Proteção dos Jornalistas condenou hoje a sentença e apelou às autoridades equatorianas para adequarem a lei de imprensa do país aos padrões internacionais em matéria de liberdade de expressão.

Nova York, 2 de maio de 2011 - O jornalista equatoriano de rádio Walter Vite Benítez foi condenado na quarta-feira a um ano de prisão por um comentário crítico que fez há três anos sobre um prefeito. O Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) instou as autoridades equatorianas a libertar Vite e adequar a legislação nacional aos padrões internacionais em matéria de liberdade de expressão.

Nova York, 5 de abril de 2011 - O Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) condena o fechamento de uma rádio provinciana no Equador e insta as autoridades a permitir que a emissora retome suas transmissões. A Rádio Voz de la Selva Esmerada Oriental Canela, crítica às autoridades locais, havia apelado contra uma ordem de fechamento emitida sob falsos pretextos, segundo a apuração do CPJ. O recurso estava pendente quando a polícia fechou a rádio.  

Nova York, 31 de março de 2011 - El Universo, jornal crítico equatoriano, três de seus diretores e o editor de opinião podem enfrentar três anos de prisão e multas milionárias em uma ação por suposta difamação impetrada pelo presidente Rafael Correa na semana passada. Correa deve retirar o queixa imediatamente e adequar a lei equatoriana às normas internacionais em matéria de liberdade de expressão, afirmou hoje o Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ). 

Na América Latina, a volta da censura

O jornal venezuelano El Nacional deixa espaço em branco para uma imagem que o governo não permitiria. (Reuters/Jorge Silva)

Por Carlos Lauría

Como uma ilustre família de políticos no Estado do Maranhão no poder há mais de 40 anos, os Sarney estão acostumados a chegar a onde querem na vida pública brasileira. Assim, quando em junho de 2009 O Estado de S. Paulo, um dos principais jornais de circulação nacional, publicou denúncias que ligavam José Sarney, então presidente do Senado e ex-presidente do país, ao nepotismo e à corrupção, o clã político não ficou de braços cruzados. Os Sarney recorreram a um juiz em Brasília e conseguiram uma liminar contra O Estado, proibindo o jornal de publicar outras reportagens sobre as alegações. Dezoito meses depois, ao fim de 2010, a proibição continuava em vigor, apesar de críticas nacionais e internacionais.

Principais Acontecimentos
• Jornalistas atacados e emissoras censuradas durante insurreição da polícia.
• Administração de Correa ordena que emissoras transmitam cadeias oficiais do governo.

Estatística em Destaque
6: horas durante as quais as emissoras de rádio e televisão receberam ordem de suspender a programação e transmitir o sinal do canal estatal durante a rebelião policial.


A administração do Presidente Rafael Correa usou o poder de censura durante todo o ano para suplantar os comentários e notícias independentes. Autoridades forçaram emissoras críticas ao governo a interromper seus programas de notícias para a transmissão de cadeias oficiais. E em setembro, quando centenas de policiais protagonizaram violentos protestos em todo o país contra a decisão do governo de reduzir benefícios salariais, o Secretário das Comunicações ordenou que as emissoras interrompessem suas próprias reportagens para transmitir a programação do canal estatal Equador TV.

Nova York, 2 de fevereiro de 2011 - Na última segunda-feira, as autoridades equatorianas interromperam um programa de notícias crítico ao governo para veicular uma réplica oficial à apresentadora, uma prática que tem se tornado frequente na administração do presidente Rafael Correa, segundo a pesquisa do Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ). A organização insta as autoridades equatorianas a encerrar esta prática, que tem efeito inibidor sobre o debate de temas de interesse público.

Nova York, 18 de janeiro de 2011 - Os computadores e equipamentos pertencentes à crítica revista de notícias Vanguardia foram confiscados pelas autoridades equatorianas após uma incursão realizada há um mês. O Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) concluiu que o confisco foi uma represália à posição editorial da revista e insta as autoridades a devolver o equipamento.

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Carlos Lauría

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