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Cuba


Em alguns países latino-americanos, meios de comunicação estatais são usados não apenas para propaganda, mas como plataformas para desacreditar críticos, incluindo jornalistas. Governos investiram na construção de redes multimídia para promover suas agendas. Por Carlos Lauría.

A repressão oficial em Cuba continuou sendo a mais intensa do hemisfério. Apesar de o último dos 29 jornalistas independentes aprisionados em 2003 durante a onda repressiva conhecida como Primavera Negra ter sido solto em abril, as práticas restritivas do governo continuam vigentes. A censura oficial é amparada pela lei e rigorosamente imposta. O governo persegue jornalistas críticos com prisões arbitrárias, detenções de curto prazo, espancamentos, campanhas de descrédito, vigilância e sanções sociais. Apesar da baixa difusão da Internet na ilha, a batalha pela liberdade de expressão continua sendo travada quase que inteiramente online. O governo recrutou uma legião de blogueiros oficiais para contra-atacar a vibrante blogosfera independente. Um projeto de cabo de fibra ótica possibilitará a introdução de Internet de alta velocidade. O lançamento do serviço de banda larga, que enfrentou atrasos em 2011, aperfeiçoará as conexões de Internet aprovadas pelo governo, mas não se estenderá à conectividade do público em geral.

Nova York, 07 de setembro de 2011 - O Comitê para a Proteção dos Jornalistas criticou a decisão do governo cubano de não renovar a credencial de imprensa mantida há 20 anos pelo veterano correspondente do jornal espanhol El País e da rede de rádio Cadena SER. Mauricio Vicent, cujo acesso a eventos oficiais foi restringido pelo governo no ano passado, está agora proibido de publicar reportagens desde Cuba, de acordo com o El País.

Nova York, 20 de abril de 2011 - O Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) está alarmado com a série de prisões recentes de jornalistas do Centro de Información Hablemos Press, de Havana, que impediu o meio de comunicação de informar sobre o Congresso do Partido Comunista realizado esta semana na capital cubana. O CPJ instou o governo cubano a frear a constante perseguição a jornalistas independentes e a permitir que cumpram livremente seu trabalho informativo.

Nova York, 8 de abril de 2011 - O governo cubano libertou na quinta-feira o último jornalista que permanecia em suas prisões, terminando assim um longo e obscuro período de oito anos no qual o país foi um dos maiores carcereiros de jornalistas do mundo, chegando a manter aprisionados durante uma época quase 30 repórteres e editores independentes. O Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) expressou alívio hoje pela libertação de Albert Santiago Du Bouchet Hernández, um marco em uma intensa campanha internacional liderada pela Igreja Católica, o governo espanhol e organizações internacionais de imprensa e direitos humanos.

Nova York, 7 de março de 2011--O Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) saúda a libertação do repórter independente Pedro Argüelles Morán, que saiu da prisão na sexta-feira, e insta as autoridades a eliminar todas as condições de sua libertação. Argüelles Morán foi o último dos 29 jornalistas presos durante a ofensiva governamental contra a dissidência a obter permissão para sair do cárcere em liberdade condicional. 

Nova York, 22 de fevereiro de 2011 - Iván Hernández Carrillo, jornalista cubano preso em março de 2003, foi solto sob condicional no sábado e teve permissão para permanecer no país, elevando para 19 o número de repórteres e editores libertados após um acordo entre o presidente Raúl Castro e a Igreja Católica. O Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) instou as autoridades cubanas a eliminar todas as condições para a liberação de Hernández Carrillo e a libertar os dois jornalistas que continuam encarcerados.

Na América Latina, a volta da censura

O jornal venezuelano El Nacional deixa espaço em branco para uma imagem que o governo não permitiria. (Reuters/Jorge Silva)

Por Carlos Lauría

Como uma ilustre família de políticos no Estado do Maranhão no poder há mais de 40 anos, os Sarney estão acostumados a chegar a onde querem na vida pública brasileira. Assim, quando em junho de 2009 O Estado de S. Paulo, um dos principais jornais de circulação nacional, publicou denúncias que ligavam José Sarney, então presidente do Senado e ex-presidente do país, ao nepotismo e à corrupção, o clã político não ficou de braços cruzados. Os Sarney recorreram a um juiz em Brasília e conseguiram uma liminar contra O Estado, proibindo o jornal de publicar outras reportagens sobre as alegações. Dezoito meses depois, ao fim de 2010, a proibição continuava em vigor, apesar de críticas nacionais e internacionais.

Principais Acontecimentos
• Cuba faz concessões em relação aos presos políticos e liberta 17 jornalistas. Quatro ainda estão presos.
• No exílio, jornalistas libertados enfrentam dificuldades econômicas e profissionais.

Estatística em Destaque
45: é o número de poemas que o jornalista e ex-preso político Ricardo Gonzalez Alfonso escreveu e vazou da prisão.


Depois de anos de intensas campanhas e diplomacia internacional, 17 jornalistas independentes detidos durante a investida do governo contra a dissidência em 2003, conhecida como Primavera Negra, foram finalmente libertados de sua prisão injusta e desumana. A Igreja Católica, com participação de funcionários do governo espanhol, fechou um acordo em julho com o governo do Presidente Raúl Castro Ruz para a libertação das 52 pessoas que ainda permaneciam presas sete anos após a repressão em massa contra a dissidência política e o jornalismo independente. O acordo, como esboçado pela Igreja, requeria a libertação de todos os detidos na Primavera Negra em um prazo de quatro meses, mas três jornalistas e vários outros dissidentes, aparentemente hesitantes quanto à insistência de Cuba para que deixassem o país em troca da liberdade, permaneciam na prisão no final do ano. Um quarto jornalista, preso em 2009, também permanecia detido.

Nova York, 14 de fevereiro de 2011 - O Comitê para Proteção dos Jornalistas (CPJ) instou hoje as autoridades cubanas a eliminar todas as condições para a libertação do jornalista Héctor Maseda Gutiérrez, que foi liberado sob condicional no sábado. Maseda Gutiérrez é membro fundador da agência de notícias independente Grupo de Trabajo Decoro e foi laureado com o Prêmio à Liberdade de Imprensa do CPJ, em 2008.

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Coordenador sênior do Programa:
Carlos Lauría

Pesquisador Associado:
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