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Polícia angolana agride, detém jornalistas

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New York, 20 de setembro de 2013 - Pelo menos três jornalistas foram agredidos e brevemente detidos hoje pela polícia enquanto cobriam a liberação de sete pessoas que foram presas durante um protesto na quinta-feira, de acordo com os jornalistas e reportagens. Manifestantes organizaram um protesto contra o que chamaram de regime autoritário do Presidente José Eduardo dos Santos, segundo as reportagens.

Policiais da Unidade de Intervenção Rápida angolana cercaram Rafael Marques de Morais,  proeminente jornalista e editor do site de notícias independente Maka Angola, o freelance  Alexandre Neto e o também freelance Coke Mukuta, que estava trabalhando para a emissora Voz da América, financiada pelo governo norte-americano, no lado de fora de um tribunal na capital, Luanda. Marques disse ao CPJ que os policiais mandaram que deitassem no chão e, em seguida, gritaram ameaças enquanto os chutavam repetidamente. Marques disse que foi atingido na cabeça com um objeto desconhecido. Eles não relataram quaisquer lesões graves.

Neto disse ao CPJ que os policiais os colocaram em um carro e os levaram para a delegacia de polícia, de onde foram libertados com um pedido de desculpas depois de cinco horas. Marques disse que a polícia devolveu o equipamento que havia confiscado, mas que a câmera que valia cerca de US$ 2.000 havia sido destruída.

O Secretário de Estado para os Direitos Humanos, António Bento Bembe, disse ao CPJ que não estava ciente de detenções dos jornalistas. O vice-comandante da Polícia Nacional, comissário-chefe Paulo de Almeida, não quis fazer comentários ao CPJ.

"As ações brutais da polícia angolana tiveram a clara intenção de intimidar os jornalistas e impedir suas reportagens", disse o Coordenador do CPJ de Defesa dos Jornalistas na África,  Mohamed Keita. "Instamos as autoridades angolanas a punir os responsáveis ​​e garantir que os jornalistas possam informar livremente".

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