DECLARAÇÕES, Equador

Jornalista equatoriana de TV recebe ameaças de morte

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A jornalista equatoriana Janet Hinostroza posa para uma foto na estação de televisão Teleamazonas em Quito, Equador, em 7 de dezembro de 2015. Em 2013, o CPJ homenageou Hinostroza com seu Prêmio Internacional de Liberdade de Imprensa por suas corajosas reportagens investigativas em política e corrupção. (AP/Dolores Ochoa)

Nova York, 18 de outubro de 2017 - O Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) pediu hoje às autoridades equatorianas que garantam a segurança da jornalista de televisão Janet Hinostroza.

Em 15 de outubro, um usuário do Twitter identificado como alerta_911 escreveu que queria atirar em Hinostroza e acrescentou que "é assim que limpamos a imprensa suja e corrupta".

O tuite do usuário foi escrito em resposta a uma conversa na rede social entre Hinostroza, repórter da emissora de televisão Teleamazonas, e Roberto Wohlgemuth, ex-funcionário do órgão regulador estatal de mídia, CORDICOM, disse Hinostroza ao CPJ.

"Janet Hinostroza tem sido repetidamente alvo de ameaças e assédio por seu aguerrido trabalho como jornalista", disse Robert Mahoney, diretor-executivo adjunto do CPJ. "A administração do presidente Lenín Moreno deve saber que está agora no centro das atenções internacionais e deve encarar seriamente qualquer ameaça contra os jornalistas do país e atuar em conformidade. A imprensa deve poder trabalhar livremente e sem medo".

Hinostroza já foi alvo de ameaças anônimas. No início deste ano, a jornalista recebeu um dispositivo explosivo improvisado pelo correio e, em 2012, deixou seu programa de notícias da manhã após telefonemas anônimos ameaçando a sua segurança, documentou o CPJ.

Em 2013, o CPJ homenageou Hinostroza com seu Prêmio Internacional de Liberdade de Imprensa por suas corajosas reportagens investigativas sobre política e corrupção.

Sob a administração do ex-presidente Rafael Correa, jornalistas independentes enfrentaram assédio, processos de difamação e vigilância, levando a um aumento da autocensura, documentou o CPJ. Repórteres e editores em Quito disseram recentemente ao CPJ que esperavam que Moreno tivesse um relacionamento mais positivo com a imprensa.

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