Ataques contra a imprensa

2011

Ataques contra a imprensa

Ataques à Imprensa em 2010: Prefácio

Por Riz Khan

É uma faca de dois gumes. A mesma tecnologia que tornou a vida dos jornalistas bem mais fácil também a complicou muito mais. Mesmo nos países menos desenvolvidos, onde até infraestrutura simples como estradas asfaltadas é artigo de luxo, o acesso à telefonia móvel, a portabilidade dos sistemas de radiodifusão via satélite, o crescimento das plataformas de publicação e a popularidade dos canais de notícias transmitindo 24 horas fazem com que as notícias cheguem instantaneamente aos lares de centenas de milhões de pessoas.

fevereiro 15, 2011 12:58 AM ET

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Ataques contra a imprensa

Ataques à Imprensa em 2010: Introdução

Instituições internacionais não conseguem defender a liberdade de imprensa

Uma cadeira vazia para Liu na cerimônia do Nobel, e a falta de apoio de instituições internacionais. (Reuters) Por Joel Simon

A UNESCO é o principal órgão da Organização das Nações Unidas dedicado à defesa da liberdade de imprensa. Em 2010, entretanto, organizações de jornalismo e de direitos humanos foram obrigadas a lançar uma campanha internacional para impedir a UNESCO de conferir um prêmio em honra a um dos mais notórios violadores da liberdade de imprensa da África.

fevereiro 15, 2011 12:57 AM ET

Ataques contra a imprensa

Ataques à Imprensa em 2010: Análise Internet

Expor os que atacam a Internet nas sombras

Nesta foto, tirada por um jornalista disfarçado para a Voz Democrática da Birmânia, uma agência de notícias online administrada no exílio, monges budistas lideram protesto contra a junta militar birmanesa. (DVB/AP) Por Danny O'Brien

Na última década, aqueles que usavam a Internet para divulgar notícias imaginaram que o avanço tecnológico estava ao seu favor. Mas os jornalistas online de hoje enfrentam mais do que os riscos habituais enfrentados por aqueles que trabalham em condições perigosas: são vítimas de agressões exclusivas desse novo meio. Do monitoramento de escritores da web por intermédio de programas maliciosos específicos à censura "na hora H", que pode destruir sites de notícias controversas no momento mais inconveniente, as ferramentas online para atacar a imprensa estão ficando cada vez mais sofisticadas e populares.

fevereiro 15, 2011 12:56 AM ET

Ataques contra a imprensa   |   Argentina, Brasil, Colombia, Cuba, Equador, Estados Unidos, Haiti, Honduras, México, Venezuela

Ataques à Imprensa em 2010: Análise Américas

Na América Latina, a volta da censura

O jornal venezuelano El Nacional deixa espaço em branco para uma imagem que o governo não permitiria. (Reuters/Jorge Silva)

Por Carlos Lauría

Como uma ilustre família de políticos no Estado do Maranhão no poder há mais de 40 anos, os Sarney estão acostumados a chegar a onde querem na vida pública brasileira. Assim, quando em junho de 2009 O Estado de S. Paulo, um dos principais jornais de circulação nacional, publicou denúncias que ligavam José Sarney, então presidente do Senado e ex-presidente do país, ao nepotismo e à corrupção, o clã político não ficou de braços cruzados. Os Sarney recorreram a um juiz em Brasília e conseguiram uma liminar contra O Estado, proibindo o jornal de publicar outras reportagens sobre as alegações. Dezoito meses depois, ao fim de 2010, a proibição continuava em vigor, apesar de críticas nacionais e internacionais.

fevereiro 15, 2011 12:54 AM ET

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Ataques contra a imprensa   |   Argentina

Ataques à Imprensa em 2010: Argentina

Principais Acontecimentos
• Kirchner acusa dois jornais de conspiração com a ditadura militar em 1976.
• Legislação restringiria a propriedade de fábricas de papel-jornal pelos meios de comunicação.

Estatística em Destaque
400: páginas de um relatório governamental acusam os grupos de comunicação Clarín e La Nación de conspiração com ditadores.


A administração da presidente Cristina Fernández de Kirchner acusou os principais executivos dos dois maiores jornais do país, Clarín e La Nación, de conspirarem com o antigo regime militar para cometer crimes contra a humanidade, denúncias que aumentaram dramaticamente a tensão existente entre o governo e a mídia. Em uma reivindicação tão controversa quanto agressiva, Kirchner solicitou aos tribunais que determinassem se houve conspiração dos jornais com a ditadura para forçar a venda de uma fornecedora de papel-jornal em 1976. O conflito aprofundou as diferenças existentes dentro da própria imprensa, com jornalistas tomando partido em relação às políticas e táticas do governo. Programas de entrevistas sobre política nos meios de comunicação estatal reprovaram as críticas feitas ao governo pela mídia. Segundo analistas, o espaço para um jornalismo ponderado e imparcial reduziu-se significativamente.

fevereiro 15, 2011 12:48 AM ET

Ataques contra a imprensa   |   Brasil

Ataques à Imprensa em 2010: Brasil

Principais Acontecimentos
• Censura judicial excessiva; decisão proíbe jornal de cobrir denúncias de corrupção.
• Condenações por assassinato de jornalista constituem avanço na luta contra a impunidade.

Estatística em Destaque
398: solicitações de remoção de conteúdos online foram feitas ao Google por autoridades brasileiras nos seis primeiros meses de 2010.


Dando continuidade a uma tendência de censura imposta por tribunais, juízes de primeiras instâncias proibiram dezenas de meios de comunicação de cobrirem alguns dos mais importantes temas da atualidade, incluindo questões envolvendo as eleições gerais de outubro, administração e integridade públicas. O jornal de circulação nacional O Estado de S. Paulo enfrentou, durante o ano, uma ordem de censura que impediu o jornal e seu site na Internet de divulgarem reportagens sobre as investigações de corrupção envolvendo a família do presidente do Senado, José Sarney. Um repórter foi assassinado em represália por seu trabalho, enquanto outros jornalistas e profissionais de meios de comunicação que atuam fora dos grandes centros urbanos sofreram ataques enquanto cobriam temas políticos e relacionados à corrupção.

fevereiro 15, 2011 12:44 AM ET

Ataques contra a imprensa   |   Colombia

Ataques à Imprensa em 2010: Colômbia

Principais Acontecimentos
• Lento progresso na investigação de espionagem ilegal contra jornalistas.
• Um jornalista assassinado. A violência letal diminuiu, mas o perigo permanece.

Estatística em Destaque
4: jornalistas do interior são forçados ao exílio devido a ameaças.


O presidente Álvaro Uribe Vélez terminou seus dois mandatos no cargo com um histórico contraditório no que se refere à liberdade de imprensa. As investigações do CPJ mostram uma queda na violência letal durante a sua administração: oito jornalistas foram mortos em represália direta ao seu trabalho nos dois primeiros anos de mandato, enquanto seis morreram durante os seis anos restantes. Como razões para o decréscimo, o governo citou um programa de proteção a jornalistas e uma melhoria geral na segurança.

fevereiro 15, 2011 12:40 AM ET

Ataques contra a imprensa   |   Cuba

Ataques à Imprensa em 2010: Cuba

Principais Acontecimentos
• Cuba faz concessões em relação aos presos políticos e liberta 17 jornalistas. Quatro ainda estão presos.
• No exílio, jornalistas libertados enfrentam dificuldades econômicas e profissionais.

Estatística em Destaque
45: é o número de poemas que o jornalista e ex-preso político Ricardo Gonzalez Alfonso escreveu e vazou da prisão.


Depois de anos de intensas campanhas e diplomacia internacional, 17 jornalistas independentes detidos durante a investida do governo contra a dissidência em 2003, conhecida como Primavera Negra, foram finalmente libertados de sua prisão injusta e desumana. A Igreja Católica, com participação de funcionários do governo espanhol, fechou um acordo em julho com o governo do Presidente Raúl Castro Ruz para a libertação das 52 pessoas que ainda permaneciam presas sete anos após a repressão em massa contra a dissidência política e o jornalismo independente. O acordo, como esboçado pela Igreja, requeria a libertação de todos os detidos na Primavera Negra em um prazo de quatro meses, mas três jornalistas e vários outros dissidentes, aparentemente hesitantes quanto à insistência de Cuba para que deixassem o país em troca da liberdade, permaneciam na prisão no final do ano. Um quarto jornalista, preso em 2009, também permanecia detido.

fevereiro 15, 2011 12:39 AM ET

Ataques contra a imprensa   |   Estados Unidos

Ataques à Imprensa em 2010: Estados Unidos

Principais Acontecimentos
• Forças Armadas dos Estados Unidos ignoram pedido de investigação de assassinato de 16 jornalistas no Iraque.
• Sob a Lei Pearl, o Departamento de Estado poderá monitorar a liberdade de imprensa em todo o mundo.

Estatística em Destaque
14: jornalistas presos pelas forças militares norte-americanas por longos períodos de tempo sem acusação, entre 2004 e 2010.


Em dois importantes avanços, o Congresso aprovou uma legislação para poder acompanhar a liberdade de imprensa em todo o mundo, enquanto forças militares libertaram um jornalista iraquiano que estava preso sem acusação há 17 meses. Mas funcionários obstruíram um fotojornalista que cobria um grande derramamento de óleo no Golfo do México e repórteres que documentavam um processo judicial militar na Baía de Guantánamo, em Cuba. Um vídeo de militares norte-americanos, divulgado pelo site WikiLeaks, levantou questões sobre se as tropas dos Estados Unidos agiram de forma correta quando atiraram e mataram um jornalista iraquiano e seu assistente em 2007.

fevereiro 15, 2011 12:38 AM ET

2011

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