
Nova York, 23 de agosto de 2007—Na noite de quarta-feira, o repórter de rádio Tito Alberto Palma foi assassinado a tiros na casa de um amigo em Mayor Otaño, cidade localizada no sudeste do país. O Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) instou hoje as autoridades a investigarem exaustivamente o assassinato e a levarem os responsáveis à justiça.
Palma, repórter da rádio local Mayor Otaño e correspondente da Radio Chaco Boreal, em Assunção, estava jantando na casa de um amigo quando dois indivíduos vestidos com uniformes camuflados entraram por volta de 22h40, segundo informes da imprensa e entrevistas realizadas pelo CPJ. Sem dizer uma palavra, os dois homens começaram a disparar, informou à imprensa local o dono da casa, Aparicio Martínez. Palma foi atingido na cabeça, pescoço, braços e pernas, disse ao CPJ Vicente Páez, Secretário geral do Sindicato dos Jornalistas do Paraguai. Wilma Martínez, amiga de Palma, ficou ferida na perna, mas, segundo a imprensa local sua condição é estável.
Nova York, 16 de julho de 2007—Quase um ano e meio depois de ter desaparecido no norte do Paraguai, um repórter de rádio paraguaio reapareceu com vida na cidade brasileira de São Paulo. O Comitê para a Proteção dos Jornalistas saudou a notícia do ressurgimento, com vida, de Enrique Galeano e exortou as autoridades paraguaias e brasileiras a investigarem o caso em profundidade.
Dois jornalistas paraguaios descobriram o paradeiro de Galeano durante sua própria investigação do caso, segundo as informações da imprensa e entrevistas realizadas pelo CPJ. Galeano contou aos repórteres que havia sido seqüestrado de sua residência por dois homens que o forçaram a entrar em um carro. Na manhã seguinte, o levaram ao Brasil e ameaçaram matar a ele e a sua família caso voltasse ao Paraguai. O CPJ não pôde contatar Galeano, que se encontra no Uruguai, para pedir seu comentário. Intermediários disseram que as informações para contatá-lo não estavam disponíveis no momento.