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Homens armados atiram em jornalista de TV em Honduras

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Nova York, 10 de abril de 2013 - Homens não identificados aparentemente abriram fogo contra uma jornalista de TV hondurenha cujo trabalho incluiu a cobertura de um conflito de terras, segundo as informações da imprensa. O Comitê para a Proteção dos Jornalistas insta as autoridades a realizarem uma investigação completa e diligente que leve a prisões no caso do ataque à jornalista Fidelina Sandoval, que não ficou ferida.

"As autoridades hondurenhas devem investigar completamente este crime, determinar o motivo, e levar os responsáveis à justiça", disse o vice-diretor do CPJ, Robert Mahoney, "As autoridades devem garantir que os jornalistas possam reportar as notícias sem temer por suas vidas".

Dois agressores em um pick-up cinza pararam ao lado da jornalista na segunda-feira, quando ela aguardava para atravessar a rua e entrar nas instalações da rádio e TV Globo em Tegucigalpa, capital do país, contou Sandoval para a The Associated Press. Ela disse ao CPJ que viu o cano de uma arma na mão de um dos homens, se virou para correr, e ouviu um tiro antes de o veículo partir. Sandoval também disse ao CPJ que duas testemunhas acreditavam que os pistoleiros estavam apontando para ela.

Ao CPJ, Sandoval disse que pensou que o ataque pudesse estar relacionado com suas reportagens sobre conflitos de terra na região de Bajo Aguán, onde camponeses têm reivindicado a redistribuição de terras em um local com plantações de palmeira para extração de óleo, Ela acrescentou que colegas a avisaram que sua cobertura poderia colocá-la em risco, mas que não recebeu ameaças diretas,

Sandoval afirmou que relatou o ataque às autoridades, segundo as informações da imprensa. A pesquisa do CPJ demonstra que as autoridades têm sido vagarosas e negligentes na investigação de numerosos assassinatos de jornalistas e de outros crimes contra a imprensa nos últimos anos, e inclusive tentaram minimizar a extensão da violência.

A Rádio Globo foi alvo de sérios ataques e várias interrupções de transmissão no rescaldo da deposição do presidente Manuel Zelaya em 2009.

  • Para mais informações e análises sobre Honduras, veja Ataques à Imprensa do CPJ.
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