Santos, de 59 anos de idade, era proprietário da emissora de rádio Criativa FM, que funcionava em sua residência, e apresentava um programa onde, freqüentemente, criticava políticos e empresários locais. A polícia local confirmou que o radialista havia recebido ameaças de morte e havia sido vítima de dois atentados, segundo o diário de Maceió Gazeta de Alagoas. Nenhum suspeito foi detido até o momento.
De acordo com a Agência Folha, a polícia investiga se o assassinato de Santos pode ter tido motivação política. Além de seu trabalho na emissora de rádio, Santos havia se envolvido na política e se candidatado a vereador na localidade vizinha de Major Isidoro em 1996 e em 2000. A esposa de Santos concorreu para vereadora nas eleições municipais de outubro de 2004. A família do radialista acredita que políticos locais contrataram o assassino, informou a Gazeta de Alagoas.
Nos últimos dois anos, o CPJ documentou os casos de outros dois radialistas da região nordeste brasileira que foram assassinados em virtude de seu trabalho como comunicadores. O CPJ continua investigando os casos de dois jornalistas que foram assassinados nos últimos dois anos nos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, na região centro-oeste do Brasil.
"Nos preocupa extremamente que os jornalistas e radialistas do interior do Brasil continuem sendo vítimas de violência", expressou Ann Cooper, diretora-executiva do CPJ. "Instamos as autoridades brasileiras a investigar este crime e levar à justiça os responsáveis".

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