
Os jornalistas sentiram o efeito da violência generalizada das gangues. A equipe do site de notícias El Faro foi intimidada, depois de escrever sobre uma rede criminosa que implicava empresários e políticos, e após revelar as negociações secretas entre o governo e as gangues. Pessoas não identificadas seguiram e fotografaram jornalistas do El Faro, disse o editor Carlos Dada. O ministro da segurança David Munguía Payés reconheceu que os jornalistas de fato corriam risco, mas inicialmente se recusou a fornecer qualquer proteção. O caso também expôs fissuras na solidariedade entre a imprensa salvadorenha, uma vez que foram poucos os jornalistas que inicialmente saíram em defesa do El Faro. Em todo o país, as taxas de homicídio aparentemente caíram depois que o governo negociou uma trégua com os grupos criminosos, mas alguns funcionários comentaram que simultaneamente aumentou o número de desaparecidos. Apesar da violência social generalizada, assassinatos de jornalistas não são comuns em El Salvador. A pesquisa do CPJ mostra que as autoridades, que em maio obtiveram a condenação do assassino de um cinegrafista em 2011, mostram um bom desempenho no combate à violência letal contra a imprensa.
Nova York, 7 de junho de 2012 - O Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) saúda a condenação obtida pelo assassinato em 2011 do cinegrafista salvadorenho Alfredo Antonio Hurtado Núñez, mas insta as autoridades a garantir que o outro pistoleiro acusado pelo crime também seja julgado.
Nova York, 21 de março de 2012- O editor do El Faro, jornal digital salvadorenho, afirmou que profissionais foram seguidos após realizarem uma investigação sobre uma rede criminosa que envolve funcionários locais. Acrescentou que um funcionário do alto escalão do governo lhe disse, na semana passada, que membros de gangue estavam irritados com as informações veiculadas pelo site noticioso sobre os supostos vínculos entre agentes das forças de segurança e grupos criminosos locais, e poderiam retaliar.
Nova York, 27 de abril de 2011 - O veterano cinegrafista e editor de fotografia hondurenho Alfredo Antonio Hurtado foi morto a tiros por dois homens não identificados na noite de segunda-feira, quando viajava em um ônibus para San Salvador, onde trabalhava. O Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) instou as autoridades a realizar uma investigação completa sobre o assassinato e a processar os responsáveis.