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Autoridades argentinas fazem incursão em meio de comunicação e confiscam materiais

Nova York, 30 de outubro de 2014 - O Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) condenou a incursão realizado na terça-feira pela polícia argentina nos escritórios da La Brújula 24, uma emissora de rádio e site web, durante a qual confiscou material jornalístico do meio de comunicação.

outubro 30, 2014 12:46 PM ET

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O Caminho para a Justiça

Quebrando o ciclo de impunidade no assassinato de jornalistas

A falta de justiça em centenas de assassinatos de jornalistas em todo o mundo é uma das maiores ameaças à liberdade de imprensa hoje. Enquanto a atenção mundial para a questão tem crescido durante a última década, houve pouco progresso na diminuição das taxas de impunidade. Estados terão que demonstrar muito mais vontade política para implementar compromissos internacionais que impactem os altos índices de violência direcionada rotineiramente enfrentada pelos jornalistas. Um relatório especial do Comitê para a Proteção dos Jornalistas.

outubro 28, 2014 12:01 AM ET

O Caminho para a Justiça

Sobre Este Relatório

Elisabeth Witchel, fundadora da Campanha Global Contra a Impunidade do CPJ, é a principal autora deste relatório. Witchel lançou a campanha em 2007 e compilou cinco edições anuais do Índice Global de Impunidade, assim como outros importantes relatórios. Ela trabalhou com direitos humanos e jornalismo por mais de 15 anos e participou de missões ao Paquistão, Nepal e Filipinas, entre outras. Em 2010 ela organizou a Conferência sobre Impunidade do CPJ, que reuniu 40 representantes de mais de 20 organizações de liberdade de imprensa para identificar desafios e estratégias para combater a impunidade na violência contra jornalistas.

outubro 28, 2014 12:01 AM ET

O Caminho para a Justiça

Prefácio

Por Myroslava Gongadze

É uma triste verdade no mundo de hoje que a vida de um jornalista é, muitas vezes, perigosa. Nós, na mídia, ouvimos relatos diários de crimes contra jornalistas, de intimidação a assassinato, e é ainda mais difícil quando estes são cometidos contra os nossos amigos, familiares e colegas. A cultura da impunidade com frequência dificulta a busca de justiça para esses crimes e permite que os responsáveis​​, sejam eles autoridades estatais ou elites poderosas, bloqueiem a busca das pessoas pela verdade na mais sangrenta das maneiras.

outubro 28, 2014 12:01 AM ET

O Caminho para a Justiça

Capítulo 1: O Que Significa Impunidade?

Em 1981, ano em que o CPJ foi fundado, a Argentina estava enredada na chamada Guerra Suja, em que dezenas de jornalistas desapareceram. A maioria nunca mais foi vista. Até hoje, ninguém documentou sistematicamente os assassinatos de trabalhadores de mídia que ocorreram, e ninguém sabe precisamente quantos jornalistas pereceram. Não é de surpreender, dado o vazio de informações, que tenha havido pouca atenção internacional sobre os desaparecimentos de jornalistas ou a catástrofe mais ampla de direitos humanos que muitos dos jornalistas assassinados tentavam cobrir.

outubro 28, 2014 12:01 AM ET

O Caminho para a Justiça

Capítulo 2: Comparando o Progresso à Realidade Contumaz

Em novembro de 2013, a Assembleia Geral das Nações Unidas colocou a questão da impunidade no centro da programação global.

A Resolução sobre a Segurança de Jornalistas e a Questão da Impunidade, aprovada por consenso, descreve a ausência de justiça para as vítimas como "uma das principais questões para o fortalecimento da proteção de jornalistas". Pede aos Estados que "garantam a responsabilização através de investigações imparciais, rápidas e eficazes em todos os casos de violência contra jornalistas e trabalhadores da mídia sob sua jurisdição". Os governos estão, além disso, encarregados de "levar os perpetradores de tais crimes ao tribunal e garantir às vítimas acesso às devidas a reparações." A resolução proclama 2 de novembro como o Dia Internacional para Acabar com a Impunidade em Crimes contra Jornalistas.

outubro 28, 2014 12:01 AM ET

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Capítulo 3: Onde a Impunidade Prospera

O clima de impunidade chegou a um trágico ponto culminante em 23 de novembro de 2009, quando homens armados emboscaram uma caravana que escoltava o candidato Esmael "Toto" Mangudadatu enquanto ele se preparava para cumprir as formalidades burocráticas necessárias para se tornar candidato a governador de província nas Filipinas. Os atacantes mataram 58 pessoas, entre elas 30 jornalistas e dois trabalhadores da mídia, o maior número de jornalistas assassinados em um único ato desde que o CPJ começou a acompanhar esse tipo de caso, em 1992.

outubro 28, 2014 12:01 AM ET

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Texto Adicional: O Assassinato não resolvido de Natalya Estemirova

O aparato de segurança bem desenvolvido da Rússia tem capacidade investigativa e judicial para processar os suspeitos em 14 assassinatos não resolvidos de jornalistas que ali ocorreram na última década, pelo menos é o que diz seu próprio chefe. Em um anúncio televisionado em janeiro de 2014, o presidente do Comitê Investigativo Aleksandr Bastrykin se gabou de que 90 por cento dos homicídios na Rússia são resolvidos. É verdade que o Kremlin tem feito progressos, embora demorados, com condenações no caso de Anna Politkovskaya. No entanto, em outros casos nos quais os jornalistas são vítimas, as investigações têm uma tendência a não dar em nada, particularmente quando elas apontam para suspeitos politicamente desconfortáveis. Poucos casos revelam mais este padrão do que o assassinato da proeminente defensora dos direitos humanos e jornalista Natalya Estemirova.

outubro 28, 2014 12:01 AM ET

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Capítulo 4: Medidas que Dão Certo e as que Não Dão Certo

Em 3 de maio de 2011, representantes do CPJ viajaram ao Paquistão para levantar questões sobre os crescentes ataques contra jornalistas lá e o alto índice de impunidade do país. Foi um momento dramático: No dia anterior, as forças norte-americanas haviam matado Osama bin Laden perto dali, em Abbottabad. Mas o presidente do Paquistão, Asif Ali Zardari manteve seu compromisso e se reuniu com o CPJ para discutir o crescente número de jornalistas paquistaneses assassinados por causa de seu trabalho, e a ausência de incriminação dos agressores.

outubro 28, 2014 12:01 AM ET

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Texto Adicional: Novo Começo para Velhas Questões de Assassinatos na Sérvia

Slavko Curuvija foi morto há 15 anos, mas Veran Matic, veterano jornalista de mídia independente da Sérvia, não esquece.

Curuvija, dono de um influente jornal independente na então Iugoslávia, foi baleado nas costas por dois homens, no dia 11 de abril de 1999, na frente de seu prédio. Curuvija era bem conhecido por suas críticas ao presidente Slobodan Milosevic, e havia evidências implicando os serviços secretos de Milosevic na ofensiva, mas ninguém foi incriminado. Também não foram resolvidos outros assassinatos de jornalistas na então Iugoslávia, incluindo a agressão fatal, em 2001, ao jornalista especializado em casos criminais, Milan Pantic, e a morte de Radoslava Dada Vujasinovic. Vujasinovic, que investigou a corrupção no governo de Milosevic, foi encontrada em seu apartamento em 1994 com ferimentos à bala. Sua morte foi qualificada como suicídio.

outubro 28, 2014 12:01 AM ET

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