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Ataques contra a imprensa

2013

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Análises e dados sobre as condições da imprensa na região. Mike O'Connor descreve a censura imposta pelo cartel no estado mexicano de Zacatecas. Carlos Lauría expõe como membros da Organização dos Estados Americanos fracassaram na defesa da liberdade de imprensa. E John Otis examina o acentuado aumento de mortes no Brasil tendo blogueiros críticos como alvo.

Quem está autorizado a falar? O que estão autorizados a dizer? Os premiados buscam as respostas Por Kristin Jones

(AFP/Michael Nagle)

Não há treinamento de segurança que possa compensar a falta de solidariedade profissional Por Frank Smyth

(AFP/Orlando Sierra)

Da conflituosa Síria ao aspirante a líder mundial Brasil, 10 nações em declínio Por Karen Phillips

(Reuters/Enrique Marcarian)

Repórteres não podem informar ao público que o crime organizado assumiu o controle do estado mexicano Por Mike O'Connor

(AFP/Guillermo Moreno

Um sistema para defender a liberdade de expressão está sob ataque de inimigos e antigos aliados Por Carlos Lauría

(AFP/Aizar Raldes)

Os assassinatos de dois blogueiros assinala uma onda de violência letal contra a imprensa Por John Otis

(AFP/Yasuyoshi Chiba)

A poucos dias de sua reeleição, em outubro, o presidente Hugo Chávez Frías viajou a Cuba para se submeter a tratamento médico devido ao reaparecimento de um tipo não especificado de câncer, deixando o cenário político venezuelano em clima de incerteza no final de 2012. Chávez havia declarado durante a campanha que estava curado do câncer diagnosticado em 2011, ainda que os detalhes sobre seu estado de saúde fossem envoltos em mistério. No período que antecedeu as eleições, nas quais Chávez derrotou o candidato da oposição Henrique Capriles Radonsky, sua administração continuou a sistemática campanha contra os meios de comunicação críticos através do uso de legislação, ameaças, e medidas regulatórias, enquanto utilizava um ilimitado tempo de transmissão através de seu império de mídia estatal. A eleição intensificou o ambiente já polarizado: tanto jornalistas pró-governo quanto simpatizantes da oposição foram atacados enquanto cobriam os eventos da campanha eleitoral. A investida de Chávez contra a liberdade de imprensa se estendeu para além das fronteiras do país em 2012. A Venezuela fez parte de um bloco de países dentro da Organização dos Estados Americanos que trabalhou para desmantelar o sistema regional de proteção dos direitos humanos, incluindo a Relatoria Especial para a Liberdade de Expressão. O governo também anunciou a sua retirada da Convenção Americana sobre Direitos Humanos, o primeiro passo necessário para se desvincular dos dois organismos de direitos humanos da OEA.

A administração Obama continuou a reprimir funcionários que vazam informações sigilosas para a imprensa. Um antigo funcionário da CIA declarou-se culpado de acusações criminais relativas ao vazamento da identidade de um agente secreto, encerrando efetivamente uma batalha legal de três jornalistas que lutavam contra intimações do governo para testemunhar no caso. O diretor da inteligência nacional anunciou novas regras para conter vazamentos, e o Senado debateu um projeto de lei que restringiria ainda mais a possibilidade de funcionários compartilharem informações de inteligência com a imprensa. Em questões relacionadas ao acesso, um juiz militar rejeitou o pedido de vários meios de comunicação para transmitir o julgamento na Baía de Guantánamo de suspeitos acusados ​​do ataque em 2000 contra o USS Cole. E uma série de organizações de notícias recorreu de uma decisão judicial militar de selar os documentos relacionados à corte marcial do soldado do exército Bradley Manning, que enfrentou acusações de vazamento de documentos secretos para a WikiLeaks. O repórter James Risen, o escritor Ed Moloney, e o documentarista Ken Burns continuavam lutando contra intimações que os forçariam a entregar suas reportagens inéditas ou a testemunhar em investigações criminais. Vários jornalistas foram presos cobrindo manifestações ligadas ao movimento Occupy.

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