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Peru



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Nova York, 18 de abril de 2008
—O Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) saúda a condenação de dois homens pelo assassinato, em março de 2007, do jornalista Miguel Pérez Julca, determinada na quarta-feira por um tribunal peruano.

A Sala Mista de Jaén, cidade no noroeste do Peru, condenou Juan Hurtado Vásquez pela autoria intelectual do assassinato de Pérez e Nazario Coronel Ramírez, também conhecido como “Chamaya”, por cumplicidade no crime, segundo informes da imprensa local. Hurtado recebeu uma sentença de 27 anos de prisão e Coronel foi sentenciado a 19 anos de prisão, informou o jornal de Lima El Comercio. O tribunal também determinou que os dois homens pagassem uma indenização de 35.000 soles peruanos (US$ 13.000), informou o El Comercio.

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Nova York, 19 de março de 2007 - Dois homens encapuzados atiraram e mataram um popular radialista peruano em frente a sua mulher e filhos na noite de sábado, de acordo com os informes da imprensa.

Testemunhas oculares citadas pelo diário La República, de Lima, disseram que os agressores abriram fogo contra Miguel Pérez Julca quando o jornalista e sua família estavam próximos da casa deles em Jaén, localizada no noroeste do Peru, antes de fugirem em uma moto. A esposa de Pérez, Nelly Guevara, ficou ferida no ataque.
Nova York, 24 de abril de 2006 ­ O Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) condena veementemente o ataque de 700 manifestantes contra uma estação de rádio no sul do Peru. A multidão, enfurecida pelo que descreveu como uma cobertura parcial por parte da estação de um escândalo envolvendo um prefeito local, invadiu na sexta-feira os escritórios da Radio Sudamericana, na cidade de Juliaca. Um grupo menor agrediu o repórter Feliciano Sonco Puma, que cobria o ataque para outra estação de rádio.
Nova York, 13 de abril de 2006 – O Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) está alarmado com as ameaças de morte feitas contra a jornalista peruana Marilú Gambini Lostanau e sua família, depois que ela divulgou informações sobre a influência de traficantes de drogas na política peruana. As ameaças forçaram a jornalista e dois de seus filhos a fugirem do país na semana passada.

Uma mulher não identificada ligou para Gambini, diretora do programa semanal “Confidencial” no Canal 31 de televisão na cidade nordestina de Chimbote, e a preveniu para parar com seus comentários dentro de uma semana, contou a jornalista ao CPJ. Na ligação, em 28 de março, a mulher também ameaçou ferir seus filhos pequenos. No dia seguinte, uma mulher não identificada ameaçou a filha mais velha de Gambini e sua neta, em um mercado em Chimbote. A jornalista disse ter recebido, diariamente, ligações em seu celular contando os dias que ainda restavam de vida para ela.
Nova York, 24 de março de 2006 – O Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) está preocupado com as ameaças contra o radialista peruano Rory Huaney Rodríguez na cidade de Yungay, no departamento de Áncash. Huaney afirmou que as ameaçam ocorreram em virtude da sua cobertura do julgamento de um ex-prefeito local condenado pela morte do jornalista Antonio de La Torre Echeandía em 2004.

Em entrevista ao CPJ, Huaney explicou que a situação piorou no sábado à noite. Alegou que o filho do ex-prefeito de Yungay, Amaro León, o golpeou e chutou. O jornalista informou ao CPJ que o filho do ex-prefeito, Jean Carlo León Martinez, advertiu Huaney que se não deixar de falar sobre seu pai o mataria. León pai foi condenado, em dezembro de 2005, pelo assassinato do jornalista de rádio De la Torre Echeandía.

Nova York, 16 de dezembro de 2005 – O Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) saúda as sentenças condenatórias ditadas por um tribunal peruano no caso do assassinato do jornalista de rádio Antonio de la Torre Echeandía, ocorrido em Yungay, localizada em Áncash, na região norte do país.

Em 15 de dezembro, a Corte Superior de Justiça de Áncash declarou o ex-prefeito de Yungay, Amaro León, culpado da autoria intelectual do assassinato a facadas do jornalista, perpetrado em fevereiro de 2004; e sentenciou León a 17 anos de prisão, segundo informações do Instituto Imprensa e Sociedade (Instituto Prensa y Sociedad – IPYS), com sede em Lima, e a imprensa local. De la Torre Echeandía, de 43 anos, era um duro crítico da gestão de León, a quem acusava de nepotismo e corrupção.

O tribunal também condenou outros dois acusados de cumplicidade a uma pena de 17 anos de prisão. A Procuradoria havia solicitado pena de 20 anos de cárcere para todos os acusados. Os advogados de León apelaram da sentença.

Os três acusados também devem pagar 20,000 soles (6.000 dólares norte-americanos) à família do jornalista como indenização, em um processo civil. Um quarto participante teve sua acusação anulada como benefício por sua colaboração com as investigações. O tribunal adiou a sentença de dois outros acusados – a filha de León e o suposto pistoleiro – que estão foragidos da justiça.

"Ainda que saudemos as condenações, dois dos implicados não foram capturados", declarou Ann Cooper, diretora-executiva do CPJ. "Fazemos um apelo às autoridades peruanas para que se assegurem de que todos os acusados sejam levados à justiça".

A esposa do jornalista, Dina Ramírez, denunciou haver recebido ameaças de morte por parte do cunhado de León, Juan Martínez Julca, quando se encontrava no tribunal para conhecer o veredicto, informou o diário de Lima La República. "Veio festejar, agora vou te matar", disse a Ramírez, segundo o La República. Ramírez já havia recebido ameaças de familiares dos acusados, de acordo com o IPYS.

De la Torre, apresentador do informativo "El Equipe de la Noticia", na Radio Órbita, foi assassinado em 14 de fevereiro de 2004 ao sair de uma festa. Segundo informações da imprensa local, no trajeto para o hospital de la Torre identificou um de seus agressores como "El Negro", apelido de Hipólito Casiano Vega, que trabalhava como chofer para o município de Yungay. A polícia prendeu Vega e dois outros funcionários municipais, Antonio Torre Camones e Pedro Ángeles Figueroa, como cúmplices do assassinato.

Nova York, 5 de maio de 2005 – O Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) condena a sentença judicial emitida ontem contra Sally Bowen e Jane Holligan, duas jornalistas britânicas processadas pelo crime de difamação. A ação penal contra elas foi interposta por um conhecido empresário, que objetou uma oração de um livro publicado por elas em 2003.

O juiz Alfredo Catacora Acevedo condenou Bowen e Holligan pelo delito de difamação e sentenciou as jornalistas, e a editora que publicou a obra, a pagarem 10.000 soles (cerca de 3.000 dólares norte-americanos) como reparação civil por difamar o empresário Fernando Zevallos, segundo notícias difundidas pela imprensa local e internacional. Além disso, Catacora as sentenciou à pena de um ano em liberdade condicional, com restrições de viagem dentro e fora do país, e outras regras de conduta que as impedem de cometer outro "crime".
Nova York, 29 de dezembro de 2004 ­ Um grupo de camponeses armados com paus seqüestraram, na segunda-feira, o rádio-jornalista peruano Duber Mauriola Labán, após acusá-lo de promover os interesses de uma empresa mineradora local. A polícia estava tentando resgatar o jornalista, que ainda é mantido como refém em um povoado remoto.

De acordo com informes da imprensa local, mais de 50 integrantes de um grupo de camponeses seqüestraram Mauriola da casa de um amigo deste em Huancabamba, departamento de Piura, no noroeste do Peru. Os camponeses afirmam que os informes de Mauriola na estação local de rádio Centinela favorecem a empresa mineradora de cobre Majaz S.A. que, segundo os camponeses, contaminaria o ambiente.
Nova York, 23 de abril de 2004—Um pistoleiro não identificado matou Alberto Rivera Fernández, apresentador de um programa de rádio e ativista político, no Departamento de Ucayali, na quarta-feira, dia 21 de abril. O Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) investiga se o assassinato está vinculado com o trabalho jornalístico do comunicador.

Rivera, 54, apresentava o programa matutino "Transparencia", transmitido diariamente pela estação de rádio Frecuencia Oriental, na cidade de Pucallpa. Além de jornalista, era presidente de uma associação de jornalistas local e dono de uma empresa de venda de vidro.
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