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México

2011


Nova York, 29 de setembro de 2011--O Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) está preocupado com os artigos da imprensa sobre o desaparecimento do jornalista mexicano Manuel Gabriel Fonseca Hernández na cidade de Acayucán, estado de Veracruz. Os amigos de Fonseca inicialmente disseram que ele havia desaparecido em 20 de setembro, segundo as informações da polícia.

Nova York, 26 de setembro de 2011 - O corpo da jornalista mexicana María Elizabeth Macías Castro foi encontrado no sábado em uma rodovia próxima da cidade de Nuevo Laredo, segundo um comunicado oficial.

Nova York, 25 de agosto de 2011--O corpo do jornalista mexicano Humberto Millán Salazar foi encontrado na madrugada de hoje em um descampado perto da capital do estado de Sinaloa, Culiacán, com um tiro na cabeça, declarou hoje o Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ). As autoridades informaram que o jornalista foi sequestrado na madrugada de ontem por indivíduos que estavam em dois picapes que o interceptaram quando ele se dirigia ao trabalho.

Nova York, 26 de julho de 2011--A cabeça decapitada e o corpo da veterana jornalista Yolanda Ordaz de la Cruz foram encontrados na madrugada de hoje, informaram as autoridades do estado mexicano de Veracruz. A jornalista foi sequestrada por homens armados no domingo, quando saía de sua casa. 

Nova York, 20 de junho de 2010 - Um conhecido colunista de um jornal mexicano, sua esposa e um de seus filhos foram assassinados a tiros em sua casa em Veracruz, segundo investigadores estaduais, em um terrível ataque que enfatiza a grave crise que o país atravessa. A administração do presidente Felipe Calderón deve adotar ações decisivas para pôr fim ao ciclo de violência que está minando a democracia mexicana, afirmou hoje o Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ).

Nova York, 10 de junho de 2011 - O Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) instou as autoridades mexicanas a realizar uma investigação completa sobre o sequestro do editor Marco Antonio López Ortiz, que foi levado na terça-feira em Acapulco, Estado de Guerrero.

Nova York, 2 de junho de 2011 - Após a divulgação da descoberta na terça-feira do corpo do repórter Noel López Olguín, que havia desaparecido em março, o Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) instou as autoridades mexicanas a realizarem uma investigação completa sobre seu assassinato. López foi encontrado em uma fossa clandestina na cidade de Chinameca, no estado de Veracruz, segundo a imprensa local.

Nova York, 1º de junho de 2011 - O líder de um cartel de drogas confessou no domingo ter assassinado o jornalista mexicano Noel López Olguín, colunista de um pequeno jornal de Veracruz que havia desaparecido em março, segundo as informações da imprensa local. Gustavo Salas, promotor especial para crimes contra a liberdade de expressão da Procuradoria Geral da República, disse na terça-feira ao CPJ que seu escritório investigará o caso.

Nova York, 31 de maio de 2011 - Vanguardia, o principal e mais antigo jornal da cidade de Saltillo, no estado de Coahuila, norte do México, foi alvo de um ataque com granada de mão no domingo, noticiou a imprensa local. Não houve feridos.

O Índice de Impunidade do CPJ em 2011 destaca os países onde Jornalistas são assassinados e os responsáveis ficam livres

Calderón prometeu combater os crimes contra a imprensa, mas as ações têm sido lentas (Reuters/Henry Romero)

Nova York, 29 de março de 2011 - O Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) deplora o assassinato do fotógrafo mexicano Luis Emanuel Ruiz Carrillo na sexta-feira, e insta as autoridades mexicanas a conduzir uma investigação minuciosa sobre o homicídio.

Na América Latina, a volta da censura

O jornal venezuelano El Nacional deixa espaço em branco para uma imagem que o governo não permitiria. (Reuters/Jorge Silva)

Por Carlos Lauría

Como uma ilustre família de políticos no Estado do Maranhão no poder há mais de 40 anos, os Sarney estão acostumados a chegar a onde querem na vida pública brasileira. Assim, quando em junho de 2009 O Estado de S. Paulo, um dos principais jornais de circulação nacional, publicou denúncias que ligavam José Sarney, então presidente do Senado e ex-presidente do país, ao nepotismo e à corrupção, o clã político não ficou de braços cruzados. Os Sarney recorreram a um juiz em Brasília e conseguiram uma liminar contra O Estado, proibindo o jornal de publicar outras reportagens sobre as alegações. Dezoito meses depois, ao fim de 2010, a proibição continuava em vigor, apesar de críticas nacionais e internacionais.

Principais Acontecimentos
• Em meio à violência desenfreada, Calderón apoia a federalização de crimes contra a liberdade de expressão.
• Mais de 30 jornalistas assassinados ou desaparecidos desde o início do mandato de Calderón.

Estatística em Destaque
4: jornalistas seqüestrados em Durango por criminosos que exigem que emissoras de televisão transmitam sua propaganda.


Grupos do crime organizado exerceram grande pressão sobre a imprensa mexicana conforme espalharam seu controle por vastas regiões do país e a praticamente toda esfera da sociedade. A autocensura que se generalizou entre os meios de comunicação em áreas dominadas por traficantes de drogas foi uma devastadora conseqüência da violência e da intimidação. Dez jornalistas foram mortos, ao menos três deles em relação direta com seu trabalho, e três outros repórteres desapareceram. Além disso, jornalistas foram agredidos, seqüestrados e forçados ao exílio, enquanto meios de comunicação foram alvo de ataques a bombas, tornando o México um dos lugares mais letais do mundo para a imprensa. Depois de encontrar-se com uma delegação do CPJ, o presidente Felipe Calderón Hinojosa comprometeu-se a impulsionar uma legislação que torne os ataques à liberdade de expressão um crime federal, e anunciou o lançamento de um programa de segurança para jornalistas em situação de risco iminente.

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