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México

2011

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Nova York, 29 de março de 2011 - O Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) deplora o assassinato do fotógrafo mexicano Luis Emanuel Ruiz Carrillo na sexta-feira, e insta as autoridades mexicanas a conduzir uma investigação minuciosa sobre o homicídio.

Na América Latina, a volta da censura

O jornal venezuelano El Nacional deixa espaço em branco para uma imagem que o governo não permitiria. (Reuters/Jorge Silva)

Por Carlos Lauría

Como uma ilustre família de políticos no Estado do Maranhão no poder há mais de 40 anos, os Sarney estão acostumados a chegar a onde querem na vida pública brasileira. Assim, quando em junho de 2009 O Estado de S. Paulo, um dos principais jornais de circulação nacional, publicou denúncias que ligavam José Sarney, então presidente do Senado e ex-presidente do país, ao nepotismo e à corrupção, o clã político não ficou de braços cruzados. Os Sarney recorreram a um juiz em Brasília e conseguiram uma liminar contra O Estado, proibindo o jornal de publicar outras reportagens sobre as alegações. Dezoito meses depois, ao fim de 2010, a proibição continuava em vigor, apesar de críticas nacionais e internacionais.

Principais Acontecimentos
• Em meio à violência desenfreada, Calderón apoia a federalização de crimes contra a liberdade de expressão.
• Mais de 30 jornalistas assassinados ou desaparecidos desde o início do mandato de Calderón.

Estatística em Destaque
4: jornalistas seqüestrados em Durango por criminosos que exigem que emissoras de televisão transmitam sua propaganda.


Grupos do crime organizado exerceram grande pressão sobre a imprensa mexicana conforme espalharam seu controle por vastas regiões do país e a praticamente toda esfera da sociedade. A autocensura que se generalizou entre os meios de comunicação em áreas dominadas por traficantes de drogas foi uma devastadora conseqüência da violência e da intimidação. Dez jornalistas foram mortos, ao menos três deles em relação direta com seu trabalho, e três outros repórteres desapareceram. Além disso, jornalistas foram agredidos, seqüestrados e forçados ao exílio, enquanto meios de comunicação foram alvo de ataques a bombas, tornando o México um dos lugares mais letais do mundo para a imprensa. Depois de encontrar-se com uma delegação do CPJ, o presidente Felipe Calderón Hinojosa comprometeu-se a impulsionar uma legislação que torne os ataques à liberdade de expressão um crime federal, e anunciou o lançamento de um programa de segurança para jornalistas em situação de risco iminente.

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