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México


O corpo de Marco Antonio Ávila García foi encontrado na sexta-feira (Reuters/German Osuna)

Nova York, 21 de maio de 2012 - As autoridades mexicanas devem romper o ciclo de impunidade nos homicídios de jornalistas investigando de forma completa o assassinato do jornalista de editoria de polícia Marco Antonio Ávila García e levando os responsáveis à justiça, afirmou hoje o Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ).

O corpo de Ávila, que mostrava sinais de tortura, foi encontrado na sexta-feira em uma estrada de terra perto da cidade de Guaymas, no estado de Sonora, de acordo com o gabinete da Procuradoria-Geral. A autópsia revelou que ele foi estrangulado, segundo reportagens. Sem fornecer outros detalhes, o porta-voz da Procuradoria estadual, José Larrinaga Talamante, disse a repórteres que uma mensagem por escrito associada ao crime organizado foi deixada junto ao corpo.

Jornalistas mexicanos protestam contra assassinatos de seus colegas (AFP/Ronaldo Schemidt)

Nova York, 4 de maio de 2012 - Os corpos de dois fotógrafos mexicanos que cobriam a área de polícia foram encontrados junto a outros dois corpos, de um ex-fotojornalista e uma quarta pessoa, em um canal na cidade de Boca del Río, no estado de Vera Cruz, segundo as informações da imprensa.

Nova York, 30 de abril de 2012 - As autoridades devem investigar imediatamente o assassinato da jornalista mexicana Regina Martínez Pérez, determinar o motivo, e garantir que os responsáveis sejam processados, afirmou hoje o Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ).

Nova York, 27 de março de 2112 - As autoridades mexicanas devem investigar os ataques contra um jornal e um canal de televisão no estado de Tamaulipas e garantir que seu pessoal e suas instalações estejam protegidos, afirmou hoje o Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ). Os dois ataques ocorreram em um período inferior a uma semana.

Dias antes da aprovação da emenda pelo senado, Carlos Lauría, do CPJ, se reuniu com o senador José González Morfín, à direita, para falar sobre os riscos enfrentados pelos jornalistas mexicanos. (Ignacio González Anaya)

Nova York, 13 de março de 2012-O Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) elogiou hoje a histórica aprovação pelo Senado mexicano de uma emenda constitucional que, se aprovada pela maioria dos estados, transferiria às autoridades federais a jurisdição sobre os crimes contra a liberdade de imprensa.

Mesmo com o comércio e os novos sistemas de comunicação nos transformando em cidadãos globais, as informações necessárias para garantir a responsabilização muitas vezes não ultrapassam as fronteiras. Novas plataformas, como as redes sociais, são ferramentas valiosas, mas a luta contra a censura está longe de acabar. Por Joel Simon.

The global rate of unpunished murders remains stubbornly high at just below 90 percent. Senior officials in the most dangerous countries are finally acknowledging the problem -- the first step in what will be a long, hard battle. By Elisabeth Witchel

O presidente prometeu defender jornalistas com um programa federal de proteção, uma promotoria especial, e uma nova legislação tornando a violência contra a imprensa um crime federal. Ele falhou em quase todas as iniciativas. Por Mike O'Connor

Grupos criminosos exerceram extraordinária pressão sobre a imprensa na medida em que estendiam seu controle sobre praticamente todos os setores da sociedade. Jornalistas foram mortos ou desapareceram, e meios de comunicação foram bombardeados e ameaçados. Uma consequência devastadora desse clima foi a autocensura generalizada. Nesse vácuo informativo, os jornalistas e a população aumentaram o uso de redes sociais para informar suas comunidades. O assassinato de uma repórter de Nuevo Laredo foi o primeiro caso documentado pelo CPJ no qual uma pessoa foi morta em represália direta por seu trabalho jornalístico em redes sociais. Ao menos três jornalistas receberam asilo político nos Estados Unidos e Canadá, e vários outros procuraram refúgio em outros países. Várias importantes organizações de mídia realizaram acordo sobre um código profissional definindo protocolos para jornalistas em risco e se comprometeram a não servir de ferramenta de propaganda para os criminosos. Mas o governo do presidente Felipe Calderón Hinojosa não conseguiu implantar reformas efetivas. Apesar dos esforços para revitalizar a promotoria especial para crimes contra a liberdade de expressão, a violência contra a imprensa continuou praticamente impune. O novo programa do governo para a proteção de jornalistas foi considerado majoritariamente ineficaz. E apesar de a Câmara dos Deputados ter aprovado um projeto de lei para federalizar os crimes contra a imprensa, a legislação continuava pendente até o fim do ano.

Nova York, 29 de setembro de 2011--O Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) está preocupado com os artigos da imprensa sobre o desaparecimento do jornalista mexicano Manuel Gabriel Fonseca Hernández na cidade de Acayucán, estado de Veracruz. Os amigos de Fonseca inicialmente disseram que ele havia desaparecido em 20 de setembro, segundo as informações da polícia.

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