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Honduras

2012



Jornalistas hondurenhos foram alvo no passado. Em 2011, repórteres se reuniram para protestar contra os ataques aos seus colegas. (Reuters/Danny Ramirez)

Nova York, 6 de agosto de 2012 - As autoridades hondurenhas devem investigar imediatamente o ataque contra a casa de um radialista no estado de Yoro, disse hoje o Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ). José Encarnación Chinchilla López, correspondente da Rádio Cadena Voces na cidade de El Progreso, disse a repórteres que tinha certeza que era o alvo do atentado, segundo as informações da imprensa.

Ángel Alfredo Villatoro (AP/HRN Radio)

Nova York, 16 de maio de 2012 - O corpo do jornalista de rádio hondurenho Ángel Alfredo Villatoro foi encontrado terça-feira em Tegucigalpa, capital do país, de acordo com a imprensa. Villatoro havia sido sequestrado de seu carro na manhã de 9 de maio.

"Lamentamos a morte do jornalista Ángel Villatoro e enviamos nossas condolências aos seus familiares, amigos e colegas", disse o diretor-executivo do CPJ, Joel Simon. "As autoridades hondurenhas devem realizar uma investigação completa e levar os responsáveis à justiça. O ciclo letal de violência contra os jornalistas e a impunidade para estes crimes está colocando em risco a liberdade de expressão em Honduras".

Nova York, 10 de maio de 2012 - O Comitê para a Proteção dos Jornalistas está muito preocupado com a recente onda de violência e intimidação contra a imprensa em Honduras, incluindo o sequestro de um jornalista que trabalha em rádio e dois ataques contra repórteres de televisão.

A imprensa hondurenha continuou sofrendo as violentas consequências do golpe de 2009, que derrubou Manuel Zelaya. Quatro jornalistas de rádio e televisão foram assassinados em 2011 em circunstâncias obscuras. O CPJ está investigando os crimes para determinar se houve relação entre as mortes e a profissão das vítimas. Um clima generalizado de violência e impunidade fez do país um dos mais perigosos da região. A postura do governo sobre os assassinatos de jornalistas piorou a situação. As autoridades minimizaram os crimes e têm se mostrados lentas e negligentes na perseguição aos culpados. Nenhum progresso foi relatado na solução dos assassinatos de três jornalistas mortos em represália direta por seu trabalho em 2010, como revela a pesquisa do CPJ. A Comissão de Verdade e Reconciliação, composta por representantes hondurenhos e internacionais, apresentou seu aguardado relatório sobre a derrubada de Zelaya liderada pelo Exército. A comissão qualificou a tomada do poder em 2009 como um golpe de Estado--uma decisão que causou polêmica em alguns setores hondurenhos--mas também acusou Zelaya de inadequadamente ignorar a decisão da Corte Suprema de Justiça sobre os limites de seu mandato presidencial. O relatório constatou várias violações sérias à liberdade de imprensa durante o golpe de Estado, incluindo a tortura de jornalistas e a ocupações de instalações de meios de comunicação.


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