
Por Carlos Lauría
Como uma ilustre família de políticos no Estado do Maranhão no poder há mais de 40 anos, os Sarney estão acostumados a chegar a onde querem na vida pública brasileira. Assim, quando em junho de 2009 O Estado de S. Paulo, um dos principais jornais de circulação nacional, publicou denúncias que ligavam José Sarney, então presidente do Senado e ex-presidente do país, ao nepotismo e à corrupção, o clã político não ficou de braços cruzados. Os Sarney recorreram a um juiz em Brasília e conseguiram uma liminar contra O Estado, proibindo o jornal de publicar outras reportagens sobre as alegações. Dezoito meses depois, ao fim de 2010, a proibição continuava em vigor, apesar de críticas nacionais e internacionais.
Refletindo a devastação que atingiu toda a sociedade haitiana, a imprensa sofreu grandes perdas no terremoto de magnitude 7.0 na escala Richter ocorrido no oeste da capital, Porto Príncipe, na tarde do dia 12 de janeiro. Mais de 220 mil pessoas morreram e 1,5 milhões ficaram desabrigadas, de acordo com estimativas oficiais. Escritórios do governo, escolas, hospitais e bairros inteiros foram reduzidos a ruínas, assim como a maior parte da infraestrutura da qual os meios noticiosos dependem. Mais de 95 por cento das estações de rádio comunitárias e comerciais - a fonte primária de notícias no Haiti - saíram do ar porque seus equipamentos e instalações sofreram sérios danos, segundo informou Joseph Guyler Delva, presidente do grupo local de liberdade de imprensa SOS Journalistes. As perdas humanas também foram enormes. Ao menos 30 jornalistas morreram no terremoto e no período posterior a ele, informou o SOS Journalistes.
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Morte de jornalistas atinge o índice mais alto em uma década
A metade ocorreu no Iraque; número recorde na Somália |