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Ataques à Imprensa em 2010: Análise Américas

Na América Latina, a volta da censura

O jornal venezuelano El Nacional deixa espaço em branco para uma imagem que o governo não permitiria. (Reuters/Jorge Silva)

Por Carlos Lauría

Como uma ilustre família de políticos no Estado do Maranhão no poder há mais de 40 anos, os Sarney estão acostumados a chegar a onde querem na vida pública brasileira. Assim, quando em junho de 2009 O Estado de S. Paulo, um dos principais jornais de circulação nacional, publicou denúncias que ligavam José Sarney, então presidente do Senado e ex-presidente do país, ao nepotismo e à corrupção, o clã político não ficou de braços cruzados. Os Sarney recorreram a um juiz em Brasília e conseguiram uma liminar contra O Estado, proibindo o jornal de publicar outras reportagens sobre as alegações. Dezoito meses depois, ao fim de 2010, a proibição continuava em vigor, apesar de críticas nacionais e internacionais.

fevereiro 15, 2011 12:54 AM ET

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Ataques à Imprensa em 2010: Haiti

Principais Acontecimentos
• Jornalistas persistem depois de terremoto, trabalhando em tendas e em suas próprias residências.
• Dezenas de repórteres desempregados. O setor impresso sofreu perdas consideráveis.

Estatística em Destaque
95: por cento das estações de rádio saíram do ar por causa do terremoto de janeiro. A maioria havia voltado ao ar no final do ano.


Refletindo a devastação que atingiu toda a sociedade haitiana, a imprensa sofreu grandes perdas no terremoto de magnitude 7.0 na escala Richter ocorrido no oeste da capital, Porto Príncipe, na tarde do dia 12 de janeiro. Mais de 220 mil pessoas morreram e 1,5 milhões ficaram desabrigadas, de acordo com estimativas oficiais. Escritórios do governo, escolas, hospitais e bairros inteiros foram reduzidos a ruínas, assim como a maior parte da infraestrutura da qual os meios noticiosos dependem. Mais de 95 por cento das estações de rádio comunitárias e comerciais - a fonte primária de notícias no Haiti - saíram do ar porque seus equipamentos e instalações sofreram sérios danos, segundo informou Joseph Guyler Delva, presidente do grupo local de liberdade de imprensa SOS Journalistes. As perdas humanas também foram enormes. Ao menos 30 jornalistas morreram no terremoto e no período posterior a ele, informou o SOS Journalistes.

fevereiro 15, 2011 12:34 AM ET

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