Estados Unidos

Ataques contra a imprensa   |   Estados Unidos

NSA coloca os jornalistas sob uma nuvem de suspeitas

A capacidade dos governos para armazenar dados transacionais e o
conteúdo das comunicações representa uma ameaça única para
jornalismo na era digital. Por Geoffrey King

O Centro de dados da Agência de Segurança Nacional dos EUA em Bluffdale, Utah, tem pelo menos 100 mil metros quadrados de depósitos de dados mais avançados. (Reuters).

fevereiro 12, 2014 1:54 AM ET

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Ataques contra a imprensa   |   China, Estados Unidos

Como a espionagem dos Estados Unidos fortalece o controle da China

O escopo da vigilância digital da Agência Nacional de Segurança
levanta dúvidas sobre o compromisso dos EUA para
a liberdade de expressão online. Por Joel Simon

Manifestantes marcham em frente ao Capitólio dos EUA, em Washington, em 26 de outubro de 2013 para exigir que o Congresso investigue os programas de vigilância em massa da NSA. (AP / Jose Luis Magana).

fevereiro 12, 2014 1:53 AM ET

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Ataques contra a imprensa   |   Estados Unidos

Ataque à Imprensa em 2013: Estados Unidos

A liberdade de imprensa nos Estados Unidos se deteriorou drasticamente em 2013, segundo um relatório especial do CPJ. A política da administração Obama de processar funcionários que vazam informações confidenciais à imprensa intensificou-se com a condenação de Chelsea Manning (então conhecida como cabo Bradley Manning) a 35 anos de prisão e indiciamento do consultor da NSA, Edward Snowden. Como parte de suas investigações sobre vazamentos anteriores, o Departamento de Justiça revelou que tinha secretamente intimado os registros telefônicos de quase duas dezenas de linhas telefônicas da Associated Press e os e-mails e registros telefônicos do repórter James Rosen, da Fox News. Os dois casos, e a linguagem usada na intimação de Rosen, que sugeria que o jornalista poderia ser criminalmente acusado de receber as informações, provocou críticas generalizadas. A reação resultou na elaboração de revisão das diretrizes do Departamento de Justiça sobre intimações à imprensa e um novo debate no Senado sobre uma lei de proteção federal que daria aos jornalistas maior proteção para suas fontes. À medida que o debate avançava no Senado, um tribunal federal de apelações rejeitou o recurso do repórter James Risen, do New York Times, em seu prolongado empenho para proteger uma fonte confidencial, criando um possível conflito no Supremo Tribunal Federal. O vazamento de Snowden de uma quantidade ainda desconhecida de informações confidenciais sobre os programas secretos de vigilância provocou um clamor nacional e internacional e, depois de um relatório sobre as comunicações da Al- Jazeera supostamente terem sido espionadas, fez com que os jornalistas temessem ainda mais por suas fontes. O sigilo em torno dos programas de vigilância repercutiu como uma generalizada falta de transparência e abertura entre as agências governamentais, onde, apesar da promessa do presidente Barack Obama de que iria chefiar o governo mais aberto na história, as autoridades rotineiramente se recusaram a falar com a imprensa ou aprovar os pedidos pela lei de Acesso a Informações. Os jornalistas se sentiram limitados ao cobrir julgamentos relacionados com a segurança nacional, em casos de alegado terrorismo na Baía de Guantánamo e na corte marcial de Manning, na Virgínia.

fevereiro 12, 2014 1:17 AM ET

Relatórios   |   Estados Unidos

O governo Obama e a Imprensa

Investigações sobre os vazamentos e a vigilância pós 11/09 nos Estados Unidos

O presidente dos Estados Unidos Barack Obama chegou ao governo prometendo transparência, mas não tem cumprido com sua palavra. Jornalistas e ativistas na defesa da transparência afirmam que a Casa Branca limita a divulgação de informações e emprega seus próprios meios para evitar o escrutínio da imprensa. Os agressivos processos judiciais de informantes de material classificado e uma vigilância eletrônica generalizada estão dissuadindo as fontes governamentais de falar com os jornalistas. Um relatório especial do CPJ por Leonard Downie Jr. com investigação de Sara Rafsky.

Barack Obama deixa uma conferência de imprensa no Salão Leste da Casa Branca em 9 de agosto. (AFP / Saul Loeb)
outubro 10, 2013 10:00 AM ET

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Relatórios   |   Estados Unidos

Recomendações do CPJ para a administração Obama

CPJ está preocupado com o padrão de ações da Administração Obama que inibe o fluxo de informações sobre temas de grande interesse público, incluindo as questões de segurança nacional. A guerra do governo aos vazamentos para a imprensa através do uso de intimações secretas contra organizações de notícias, a sua afirmação através de processo penal que o vazamento de documentos confidenciais para a imprensa é espionagem ou ajuda ao inimigo, e suas crescentes limitações no acesso à informação que é do interesse público - todos frustram uma discussão livre e aberta necessária em uma democracia.

outubro 10, 2013 10:00 AM ET

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Ataques contra a imprensa   |   Estados Unidos

Ataque à Imprensa em 2012: Estados Unidos

A administração Obama continuou a reprimir funcionários que vazam informações sigilosas para a imprensa. Um antigo funcionário da CIA declarou-se culpado de acusações criminais relativas ao vazamento da identidade de um agente secreto, encerrando efetivamente uma batalha legal de três jornalistas que lutavam contra intimações do governo para testemunhar no caso. O diretor da inteligência nacional anunciou novas regras para conter vazamentos, e o Senado debateu um projeto de lei que restringiria ainda mais a possibilidade de funcionários compartilharem informações de inteligência com a imprensa. Em questões relacionadas ao acesso, um juiz militar rejeitou o pedido de vários meios de comunicação para transmitir o julgamento na Baía de Guantánamo de suspeitos acusados ​​do ataque em 2000 contra o USS Cole. E uma série de organizações de notícias recorreu de uma decisão judicial militar de selar os documentos relacionados à corte marcial do soldado do exército Bradley Manning, que enfrentou acusações de vazamento de documentos secretos para a WikiLeaks. O repórter James Risen, o escritor Ed Moloney, e o documentarista Ken Burns continuavam lutando contra intimações que os forçariam a entregar suas reportagens inéditas ou a testemunhar em investigações criminais. Vários jornalistas foram presos cobrindo manifestações ligadas ao movimento Occupy.

fevereiro 14, 2013 12:03 AM ET

Ataques contra a imprensa   |   Estados Unidos

Ataque à Imprensa em 2011: Estados Unidos

Um juiz federal decidiu à favor do repórter James Risen, que invocou a Primeira Emenda para proteger uma fonte confidencial. O Comitê de Repórteres para a Liberdade de Imprensa (RCFP, por suas iniciais em inglês) e outros grupos consideraram esta decisão uma vitória importante para a imprensa. O Departamento de Justiça, que recorreu da decisão, continuou se posicionando de forma agressiva e apresentou acusações penais contra pessoas que vazam informações classificadas. Várias associações de imprensa dos EUA também estavam preocupadas com o número crescente de casos que estavam sendo mantidos sob segredo de justiça pela Suprema Corte. O CPJ informou que o Departamento de Estado ficou aquém em seu primeiro ano de implementação da Lei de Liberdade de Imprensa Daniel Pearl, que exige que as questões sobre o tema sejam incorporadas ao relatório anual sobre direitos humanos do departamento sobre cada país. WikiLeaks esteve nas manchetes novamente quando foram divulgados, sem edição, milhares de telegramas diplomáticos confidenciais dos EUA. Um jornalista etíope foi forçado a fugir do seu país após ser citado em um desses telegramas. Em cinco cidades, a polícia prendeu repórteres e fotógrafos que cobriam as manifestações do Ocupe Wall Street, muitas vezes alegando que os jornalistas não possuíam credenciais suficientes. Pelo menos três outros jornalistas que davam cobertura aos eventos do movimento foram agredidos por manifestantes ou policiais.

fevereiro 21, 2012 4:55 AM ET

Ataques contra a imprensa   |   Argentina, Brasil, Colombia, Cuba, Equador, Estados Unidos, Haiti, Honduras, México, Venezuela

Ataques à Imprensa em 2010: Análise Américas

Na América Latina, a volta da censura

O jornal venezuelano El Nacional deixa espaço em branco para uma imagem que o governo não permitiria. (Reuters/Jorge Silva)

Por Carlos Lauría

Como uma ilustre família de políticos no Estado do Maranhão no poder há mais de 40 anos, os Sarney estão acostumados a chegar a onde querem na vida pública brasileira. Assim, quando em junho de 2009 O Estado de S. Paulo, um dos principais jornais de circulação nacional, publicou denúncias que ligavam José Sarney, então presidente do Senado e ex-presidente do país, ao nepotismo e à corrupção, o clã político não ficou de braços cruzados. Os Sarney recorreram a um juiz em Brasília e conseguiram uma liminar contra O Estado, proibindo o jornal de publicar outras reportagens sobre as alegações. Dezoito meses depois, ao fim de 2010, a proibição continuava em vigor, apesar de críticas nacionais e internacionais.

fevereiro 15, 2011 12:54 AM ET

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Ataques contra a imprensa   |   Estados Unidos

Ataques à Imprensa em 2010: Estados Unidos

Principais Acontecimentos
• Forças Armadas dos Estados Unidos ignoram pedido de investigação de assassinato de 16 jornalistas no Iraque.
• Sob a Lei Pearl, o Departamento de Estado poderá monitorar a liberdade de imprensa em todo o mundo.

Estatística em Destaque
14: jornalistas presos pelas forças militares norte-americanas por longos períodos de tempo sem acusação, entre 2004 e 2010.


Em dois importantes avanços, o Congresso aprovou uma legislação para poder acompanhar a liberdade de imprensa em todo o mundo, enquanto forças militares libertaram um jornalista iraquiano que estava preso sem acusação há 17 meses. Mas funcionários obstruíram um fotojornalista que cobria um grande derramamento de óleo no Golfo do México e repórteres que documentavam um processo judicial militar na Baía de Guantánamo, em Cuba. Um vídeo de militares norte-americanos, divulgado pelo site WikiLeaks, levantou questões sobre se as tropas dos Estados Unidos agiram de forma correta quando atiraram e mataram um jornalista iraquiano e seu assistente em 2007.

fevereiro 15, 2011 12:38 AM ET
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