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Estados Unidos


A administração Obama continuou a reprimir funcionários que vazam informações sigilosas para a imprensa. Um antigo funcionário da CIA declarou-se culpado de acusações criminais relativas ao vazamento da identidade de um agente secreto, encerrando efetivamente uma batalha legal de três jornalistas que lutavam contra intimações do governo para testemunhar no caso. O diretor da inteligência nacional anunciou novas regras para conter vazamentos, e o Senado debateu um projeto de lei que restringiria ainda mais a possibilidade de funcionários compartilharem informações de inteligência com a imprensa. Em questões relacionadas ao acesso, um juiz militar rejeitou o pedido de vários meios de comunicação para transmitir o julgamento na Baía de Guantánamo de suspeitos acusados ​​do ataque em 2000 contra o USS Cole. E uma série de organizações de notícias recorreu de uma decisão judicial militar de selar os documentos relacionados à corte marcial do soldado do exército Bradley Manning, que enfrentou acusações de vazamento de documentos secretos para a WikiLeaks. O repórter James Risen, o escritor Ed Moloney, e o documentarista Ken Burns continuavam lutando contra intimações que os forçariam a entregar suas reportagens inéditas ou a testemunhar em investigações criminais. Vários jornalistas foram presos cobrindo manifestações ligadas ao movimento Occupy.

Um juiz federal decidiu à favor do repórter James Risen, que invocou a Primeira Emenda para proteger uma fonte confidencial. O Comitê de Repórteres para a Liberdade de Imprensa (RCFP, por suas iniciais em inglês) e outros grupos consideraram esta decisão uma vitória importante para a imprensa. O Departamento de Justiça, que recorreu da decisão, continuou se posicionando de forma agressiva e apresentou acusações penais contra pessoas que vazam informações classificadas. Várias associações de imprensa dos EUA também estavam preocupadas com o número crescente de casos que estavam sendo mantidos sob segredo de justiça pela Suprema Corte. O CPJ informou que o Departamento de Estado ficou aquém em seu primeiro ano de implementação da Lei de Liberdade de Imprensa Daniel Pearl, que exige que as questões sobre o tema sejam incorporadas ao relatório anual sobre direitos humanos do departamento sobre cada país. WikiLeaks esteve nas manchetes novamente quando foram divulgados, sem edição, milhares de telegramas diplomáticos confidenciais dos EUA. Um jornalista etíope foi forçado a fugir do seu país após ser citado em um desses telegramas. Em cinco cidades, a polícia prendeu repórteres e fotógrafos que cobriam as manifestações do Ocupe Wall Street, muitas vezes alegando que os jornalistas não possuíam credenciais suficientes. Pelo menos três outros jornalistas que davam cobertura aos eventos do movimento foram agredidos por manifestantes ou policiais.

Na América Latina, a volta da censura

O jornal venezuelano El Nacional deixa espaço em branco para uma imagem que o governo não permitiria. (Reuters/Jorge Silva)

Por Carlos Lauría

Como uma ilustre família de políticos no Estado do Maranhão no poder há mais de 40 anos, os Sarney estão acostumados a chegar a onde querem na vida pública brasileira. Assim, quando em junho de 2009 O Estado de S. Paulo, um dos principais jornais de circulação nacional, publicou denúncias que ligavam José Sarney, então presidente do Senado e ex-presidente do país, ao nepotismo e à corrupção, o clã político não ficou de braços cruzados. Os Sarney recorreram a um juiz em Brasília e conseguiram uma liminar contra O Estado, proibindo o jornal de publicar outras reportagens sobre as alegações. Dezoito meses depois, ao fim de 2010, a proibição continuava em vigor, apesar de críticas nacionais e internacionais.

Principais Acontecimentos
• Forças Armadas dos Estados Unidos ignoram pedido de investigação de assassinato de 16 jornalistas no Iraque.
• Sob a Lei Pearl, o Departamento de Estado poderá monitorar a liberdade de imprensa em todo o mundo.

Estatística em Destaque
14: jornalistas presos pelas forças militares norte-americanas por longos períodos de tempo sem acusação, entre 2004 e 2010.


Em dois importantes avanços, o Congresso aprovou uma legislação para poder acompanhar a liberdade de imprensa em todo o mundo, enquanto forças militares libertaram um jornalista iraquiano que estava preso sem acusação há 17 meses. Mas funcionários obstruíram um fotojornalista que cobria um grande derramamento de óleo no Golfo do México e repórteres que documentavam um processo judicial militar na Baía de Guantánamo, em Cuba. Um vídeo de militares norte-americanos, divulgado pelo site WikiLeaks, levantou questões sobre se as tropas dos Estados Unidos agiram de forma correta quando atiraram e mataram um jornalista iraquiano e seu assistente em 2007.


Excelentíssimo Presidente Eleito Barak Obama,

Escrevo, como presidente da junta diretora do Comitê pára a Proteção dos Jornalistas (CPJ), para requerer sua liderança na reafirmação do papel dos Estados Unidos como defensor incondicional da liberdade de imprensa no mundo.

Nova York, 30 de setembro de 2008 - O Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) instou hoje o governo dos Estados Unidos a explicar sua decisão de não renovar o visto de dois correspondentes cubanos acreditados para cobrir as Nações Unidas, em Nova York.

Os dois jornalistas, Ilsa Rodríguez Santana e Tomas Anael Granados Jiménez, trabalham para a agência de notícias cubana Prensa Latina, que informou que ambos têm feito a cobertura das Nações Unidas em Nova York, com autorização, desde 2005.

Nova York, 15 de fevereiro de 2005 -- O Comitê de Proteção aos Jornalistas está alarmado porque um tribunal federal de apelações determinou que dois jornalistas podem ser presos por não revelarem suas fontes confidenciais.

Uma banca de três juízes do Tribunal de Apelações dos EUA em Washington, D.C., decidiu hoje que a revista Time, seu correspondente na Casa Branca, Matthew Cooper, e a correspondente do New York Times, Judith Miller, devem fornecer provas ou testemunhar perante um grande júri penal sobre o caso CIA.
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