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Colombia


O ĺndice global de Impunidade 2014 do CPJ destaca os países onde os jornalistas são mortos e os assassinos ficam livres

Jornalistas protestam no aniversário de um ano da morte da jornalista Regina Martínez Pérez. Ataques contra a imprensa são tão comuns que as autoridades mexicanas aprovaram uma lei autorizando as autoridades federais a processarem os crimes contra jornalistas. (AP/Felix Marquez)

A incapacidade para resolver os assassinatos de jornalistas em Arauca alimenta 
uma atmosfera de hostilidade e intimidação para o
mídia de lá. Por John Otis

O general Rodolfo Palomino, chefe da polícia colombiana, escreve uma mensagem para uma campanha de apoio desmobilização das FARC em Tame, na província de Arauca, em 18 de setembro de 2013. (Reuters / Jose Miguel Gomez)

Jornalistas reportando sobre questões delicadas, como o conflito armado de décadas do país, crime e corrupção, novamente foram vítimas de violência e intimidação. Um jornalista da principal revista de notícias da Colômbia sobreviveu por pouco a uma tentativa de assassinato, enquanto repórteres por todo o país foram repetidamente ameaçados, e em alguns casos forçados a fugir de suas casas e de seu país. Um jornalista e um assistente de mídia foram assassinados em retaliação por seu trabalho. A violência fez com que repórteres fora dos maiores centros urbanos se autocensurassem, temendo por suas vidas. Enquanto isso, jornalistas cobrindo as demonstrações antigovernamentais feitas há meses por agricultores no norte de Catatumbo foram violentamente atacados por todos os lados envolvidos. A Justiça continuou lentamente sua investigação de 5 anos sobre um programa de espionagem ilegal do governo que visou jornalistas críticos importantes, entre outros. O Supremo Tribunal desistiu das acusações contra o ex-chefe da Agência de Inteligência Nacional e outro tribunal liberou um funcionário da agência que tinha sido anteriormente condenado, de acordo com informações da imprensa. Sete ex-detetives da polícia secreta foram sentenciados à prisão provisória sob acusações de "tortura psicológica" e ameaças anônimas à jornalista Claudia Julieta Duque, uma das vítimas da espionagem, pela sua cobertura do assassinato de um jornalista em 1999. Em 2013 um político foi absolvido de acusações de ordenar o assassinato, em 2002, do proeminente jornalista Orlando Sierra, mas os promotores públicos disseram que recorreriam. Num avanço positivo, a condenação por difamação criminal contra o editor Luis Agustín González foi revogada pelo Supremo Tribunal. Enquanto o governo do presidente Juan Manuel Santos continua negociações de paz com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), uma organização de guerrilha de esquerda, uma comissão criada pelo governo relata que o conflito na Colômbia, que já dura mais de 50 anos, matou pelo menos 220.000 pessoas, a maioria delas civis.

Bogotá, 14 de janeiro de 2014-- O Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) insta as autoridades colombianas a garantir a segurança de três jornalistas de rádio no departamento [estado] de Guaviare, no sul do país, que receberam ameaças de morte por sua cobertura sobre um referendo que poderia remover de seu cargo o governador local.

Bogotá, 1º de outubro de 2013 - O Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) condena o assassinato de um vendedor de um jornal colombiano que colaborou com jornalistas na revelação de conduta imprópria de guardas de uma prisão local e insta as autoridades a investigarem o crime.

Bogotá, 16 de setembro de 2013 - O Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) insta as autoridades colombianas a realizarem uma investigação completa do assassinato do apresentador de um programa de rádio na quarta-feira. Édison Alberto Molina, advogado e político que apresentava um programa no qual denunciava corrupção governamental, foi morto a tiros na cidade de Puerto Berrío, segundo as informações da imprensa.

Bogotá, 15 de maio de 2013 - As autoridades devem levar à justiça todos os responsáveis por um suposto plano para assassinar um jornalista e dois analistas políticos que investigaram ligações entre políticos locais e crime organizado, disse hoje o Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ).

Bogotá, Colômbia, 8 de maio de 2013 - Um grupo obscuro que alega se opor aos esforços de restituição de terras na Colômbia advertiu oito jornalistas que cobrem a questão para que deixassem a cidade de Valledupar, no norte do país, ou seriam mortos, de acordo com entrevistas realizadas pelo CPJ e reportagens.

Nova York, 2 de maio de 2013 - O Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) insta as autoridades colombianas a investigar completamente um ataque contra o editor Ricardo Calderón, cujo veículo foi baleado por homens armados não identificados na quarta-feira em Girardot. Calderón não ficou ferido.

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