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Brasil


Nova York, 13 de junho de 2013 - As autoridades brasileiras devem identificar o motivo por trás do assassinato na terça-feira de um executivo de meios de comunicação, disse hoje o Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ). Quatro homens mascarados atiraram ao menos 41 vezes contra José Roberto Ornelas de Lemos enquanto ele estava em uma padaria, no subúrbio do Rio de Janeiro, segundo as informações da imprensa.

Nova York, 13 de junho de 2013 - Ao menos três jornalistas brasileiros foram detidos pela polícia militar quando cobriam um protesto na terça-feira e um continua sob custódia, segundo as informações da imprensa. O Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) insta as autoridades brasileiras a permitirem que os jornalistas trabalhem livremente sem temor de perseguição.

Por Sara Rafsky/ Pesquisadora Associada do Programa das Américas

(Courtesy of Diário Popular)

Um mês após seu colega Rodrigo Neto ser morto a tiros na rua depois de comer em uma popular barraca de churrasquinho, os jornalistas do Vale do Aço, no Brasil, ficaram indignados. Denunciando uma investigação lenta e a possibilidade de envolvimento da polícia no assassinato, eles colocaram faixas pretas nos seus pulsos em sinal de solidariedade, usaram camisetas com o seu nome, e tomaram as ruas para exigir justiça. Seis dias depois, Walgney Assis Carvalho, um fotógrafo que alegou ter informações sobre o crime, foi baleado duas vezes nas costas por um assassino mascarado quando se sentou em um pesque-pague. Os jornalistas do Vale do Aço ainda estão indignados, mas agora eles estão aterrorizados.

Nova York, 15 de abril de 2013 - As autoridades brasileiras devem levar à justiça os envolvidos no assassinato de um fotojornalista da editoria de polícia na noite de domingo, disse hoje o Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ). Walgney Assis Carvalho era um repórter fotográfico freelance que colaborava com o jornal Vale do Aço no estado de Minas Gerais, região sudeste do país.

Nova York, 8 de março de 2013 - As autoridades brasileiras devem investigar imediatamente o assassinato de um jornalista ocorrido hoje e levar os responsáveis à justiça, declarou o Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ).

Carlos Lauría, esquerda, e Mauri König encontram o presidente do STF brasileiro, Joaquim Barbosa, na quarta-feira como parte da missão do CPJ ao Brasil. (Supremo Tribunal Federal)

Carlos Lauría / Coordenador Sênior do Programa das Américas do CPJ

"Deixe-me em paz. Vai chafurdar no lixo" disse em um acesso de raiva o presidente do Supremo Tribunal Federal brasileiro, Joaquim Barbosa, a um repórter de um dos principais jornais nacionais, O Estado de São Paulo, que tentou lhe fazer uma pergunta na terça-feira em uma reunião do Conselho Nacional de Justiça em Brasília, capital do país. Atordoado pela reação de Barbosa, o jornalista exigiu uma explicação. "Você é um palhaço", foi a resposta que recebeu do presidente do mais alto tribunal do Brasil.

Nova York, 25 de fevereiro de 23013 - Um radialista que frequentemente denunciava crimes em seu programa foi morto a tiros na sexta-feira no nordeste do Brasil, segundo as informações da imprensa. O Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) condena o assassinato e pede às autoridades que realizem uma investigação completa e levem os responsáveis pelo crime à justiça.

Os assassinatos de dois blogueiros assinala uma onda de violência letal contra a imprensa Por John Otis

(AFP/Yasuyoshi Chiba)

Embora o perfil internacional do Brasil tenha se mantido em ascensão, o governo sistematicamente deixou de expressar liderança em questões relacionadas à liberdade de imprensa. A violência contra jornalistas aumentou, com quatro assassinatos diretamente relacionados ao exercício da profissão; também piorou a posição do Brasil no Índice de Impunidade do CPJ, que destaca os países onde jornalistas são assassinados com regularidade e as autoridades não se mostram capazes de solucionar os crimes. Juntamente com a Índia e o Paquistão - dois outros países mal classificados no Índice de Impunidade - o Brasil levantou objeções à abrangente proposta da UNESCO para ajudar as nações a combater a impunidade e proteger jornalistas. Em face de fortes críticas, a embaixadora do Brasil na ONU, Maria Luiza Ribeiro Viotti mais tarde manifestou amplo apoio à liberdade de imprensa e a elementos do plano da UNESCO. Entretanto, o compromisso do governo com a liberdade de expressão foi posto à prova em outra importante questão internacional. O Brasil apoiou uma iniciativa liderada pelo Equador para enfraquecer a Comissão Interamericana de Direitos Humanos, o órgão de monitoramento de direitos humanos da Organização dos Estados Americanos, e sua relatoria especial para a liberdade de expressão. Em dezembro, Mauri König, repórter investigativo e ganhador do Prêmio Internacional de Liberdade de Imprensa do CPJ, deixou o país após receber ameaças de morte por suas reportagens sobre corrupção policial. O governo da presidente Dilma Rousseff apoiou duas iniciativas que promovem o direito púbico à informação. Rousseff assinou uma lei de acesso à informação e criou uma comissão para investigar os abusos contra os direitos humanos cometidos durante a ditadura militar no país, entre 1964 e 1985.

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Coordenador sênior do Programa:
Carlos Lauría

Pesquisador Associado:
Sara Rafsky

clauria@cpj.org
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