
As disputas entre o governo de Cristina Fernández de Kirchner e os principais meios de comunicação se intensificaram. Apesar de uma decisão da Corte Suprema que ordenou a distribuição equitativa da publicidade estatal, o governo de Kirchner continuou a negar propaganda governamental aos veículos críticos à sua gestão, enquanto não poupava anúncios aos que faziam uma cobertura favorável à administração, segundo um relatório especial do CPJ. Tanto a Corte Suprema como um tribunal de apelações federal aplicaram uma multa ao Executivo por descumprir a decisão, mas o governo não demonstrou nenhuma intenção de acatá-la. O governo também prosseguiu com a prática de atacar e insultar jornalistas e executivos associados a duas das principais empresas de mídia do país, Clarín e La Nación, às vezes usando campanhas de difamação em programas da televisão pública. Esses grupos de mídia, por sua vez, criticaram implacavelmente o governo. O resultado foi um clima extremamente polarizado, com os meios de comunicação dedicando considerável espaço para desacreditar um ao outro, e cidadãos sendo privados de fontes objetivas de informação sobre assuntos vitais de interesse público.
Nova York, 21 de agosto de 2012 - Autoridades argentinas devem investigar imediatamente os violentos ataques contra dois jornalistas que trabalham no interior e garantir que os responsáveis sejam levados à justiça, disse hoje o Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ). Os ataques, que não estão relacionados, ocorreram no período de uma semana.
Nova York, 30 de maio de 2012 - As autoridades argentinas devem investigar imediatamente as ameaças feitas contra um jornalista que trabalha em uma rádio local e garantir que os responsáveis sejam levados à justiça, disse hoje o Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ).
A Suprema Corte de Justiça decidiu, em março, que o governo deve buscar alcançar um equilíbrio razoável na distribuição de publicidade estatal. Julgando um caso apresentado em 2006 pela Editorial Perfil, a maior empresa editora de revistas do país, o tribunal procurou deter a antiga prática de recompensar os veículos afinados com o governo com publicidade estatal e punir a imprensa crítica com a não veiculação de anúncios. No entanto, a Perfil e outros veículos críticos alegaram que a presidente Cristina Fernández de Kirchner, reeleita em outubro, continuou utilizando o sistema de distribuição não equitativa. As relações entre o governo Kirchner e o Grupo Clarín, maior conglomerado midiático do país, se agravaram em março, depois que manifestantes, incluindo membros do sindicado dos caminhoneiros, bloquearam as saídas de caminhões da gráfica do jornal Clarín, impedindo a distribuição de uma edição dominical do jornal. A circulação do jornal nacional La Nación também foi interrompida por várias horas. Em dezembro, Kirchner assinou uma medida que obrigava o único fabricante de papel jornal do país, o Papel Prensa, a submeter-se à regulamentação do governo. Segundo grupos de editores, esse foi mais um ataque contra o Clarín e o La Nación, que possuem uma participação majoritária na empresa. O grupo de imprensa local Fórum de Jornalismo Argentino (FOPEA, por suas iniciais em espanhol) documentou uma série de abusos no interior do país, incluindo um ataque a um radialista, um caso de incêndio criminoso e um episódio no qual uma equipe de cinegrafistas foi alvo de tiros. Em outubro, um tribunal federal condenou 16 ex-militares a penas que variam entre 18 anos e prisão perpétua pelo assassinato do jornalista Rodolfo Walsh e de 85 outras pessoas durante a ditadura militar argentina, de 1976 a 1983.
Nova York, 12 de setembro de 2011 - Uma ação alegando invasão à privacidade que Carlos Saúl Menem, ex-presidente da Argentina, impetrou contra dois jornalistas da revista local Noticias viola o Artigo 13 da Convenção Americana dos Direitos Humanos, afirmou o Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) em um texto legal apresentado na sexta-feira ante a Corte Interamericana de Direitos Humanos.
Nova York, 12 de setembro de 2011 - Uma ação alegando invasão à privacidade que Carlos Saúl Menem, ex-presidente da Argentina, impetrou contra dois jornalistas da revista local Noticias viola o Artigo 13 da Convenção Americana dos Direitos Humanos, afirmou o Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) em um texto legal apresentado na sexta-feira ante a Corte Interamericana de Direitos Humanos.
Nova York, 12 de setembro de 2011 - Uma ação alegando invasão à privacidade que Carlos Saúl Menem, ex-presidente da Argentina, impetrou contra dois jornalistas da revista local Noticias viola o Artigo 13 da Convenção Americana dos Direitos Humanos, afirmou o Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) em um texto legal apresentado na sexta-feira ante a Corte Interamericana de Direitos Humanos.
Nova York, 12 de setembro de 2011 - Uma ação alegando invasão à privacidade que Carlos Saúl Menem, ex-presidente da Argentina, impetrou contra dois jornalistas da revista local Noticias viola o Artigo 13 da Convenção Americana dos Direitos Humanos, afirmou o Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) em um texto legal apresentado na sexta-feira ante a Corte Interamericana de Direitos Humanos.
Nova York, 29 de março de 2011- O governo argentino deve garantir que a distribuição dos principais jornais do país seja efetuada sem interferências, afirmou hoje o Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ). O pedido do CPJ é feito dois dias depois de um protesto sindical bloquear a saída dos caminhões do parque das instalações de impressão do Clarín e do La Nación, impedindo que o Clarín distribuísse sua edição de domingo.