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Jornalista crítico assassinado na República Dominicana

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Nova York, 3 de agosto de 2011 - O corpo de José Agustín Silvestre, crítico jornalista dominicano que editava uma revista e apresentava um programa de televisão, foi encontrado na manhã de terça-feira, depois de ser raptado por homens armados na cidade de La Romana, segundo as informações da imprensa.

Às 8h00, quatro indivíduos armados que não foram identificados raptaram Silvestre, de 59 anos, em frente a um hotel e o colocaram à força em um jipe, de acordo com reportagens.  Seu corpo foi encontrado uma hora mais tarde perto da rodovia que liga La Romana a San Pedro Macorís, alvejado com três tiros: na cabeça, na nuca e no abdômen. Informações da imprensa indicaram que os agressores dispararam em Silvestre ao menos uma vez durante o rapto.

“Condenamos o brutal assassinato de José Augustín Silvestre”, afirmou o coordenador sênior do programa das Américas do CPJ, Carlos Lauría. “Instamos as autoridades dominicanas a investigar minuciosamente o crime e a processar os responsáveis”.

Silvestre, diretor da revista “La Voz de la Verdad” e apresentador de um programa com o mesmo nome na Caña TV, havia acusado políticos e um padre de envolvimento com narcotráfico e lavagem de dinheiro, de acordo com informes da imprensa.

Em maio, um promotor de La Romana apresentou uma ação por difamação contra Silvestre, depois de este veicular em seu programa de televisão que um funcionário público possuía ligações com o narcotráfico. Silvestre ficou preso por vários dias até efetuar o pagamento da fiança, de acordo com a imprensa. O caso estava pendente e Silvestre deveria se apresentar à justiça na terça-feira, segundo Elpidio Tolentino, representante local do grupo de imprensa Colegio Dominicano de Periodistas (CDP).

Silvestre havia dito ao CDP que foi seguido por dois veículos que tentaram interceptá-lo em 23 de julho. Ele também informou ao grupo que teria informações sobre o recente assassinato de um empresário local, afirmou Tolentino. A Procuradoria Geral da República anunciou que formará uma comissão especial para investigar o assassinato, noticiou a imprensa.

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