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Jornal atacado no rastro de onde de crimes

Nova York, 19 de maio de 2006 ­ O Comitê para a Proteção dos Jornalistas condena o incêndio ocorrido no jornal brasileiro Tribuna Livre, em São Sebastião, que cobriu quase uma semana de confrontos entre uma facção criminosa em São Paulo, de acordo com a cobertura da imprensa nacional e internacional.

Três homens mascarados e fortemente armados atacaram o edifício do jornal na madrugada de quinta-feira. Eles agrediram cinco funcionários e fizeram todos deitarem no chão, como informou a mídia brasileira. Eles encharcaram a impressora e a edição já pronta do jornal de quinta-feira e atearam fogo. Depois, eles jogaram uma bomba caseira e fugiram a pé.

“Nós estamos chocados por este ataque brutal ao jornal Tribuna Livre”, disse a Diretora-executiva do CPJ, Ann Cooper. “Nós urgimos as autoridades competentes a realizarem uma completa investigação e levarem os responsáveis à justiça. É um ultraje que criminosos armados estejam em posição de determinar o que a mídia pode ou não cobrir”.

Os agressores disseram repetidamente aos funcionários do jornal para não divulgarem matérias sobre a facção conhecida como PCC ­ Primeiro Comando da Capital. Eles lançaram um ataque sem precedentes esta semana, que debilitou o serviço público em São Paulo, depois que líderes presos da facção foram transferidos da maior cidade do país para presídios mais remotos. A Associated Press noticiou 170 mortes ligadas à violência deflagrada.

O jornal Tribuna Livre cobre extensivamente as ações criminosas. Em uma declaração oficial, o diretor do jornal Henrique Vettman disse que o ataque “não vai silenciar nossa linha editorial”.

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