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CPJ preocupado com desaparecimento de jornalista

Estimado Procurador:

O Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) está preocupado com o paradeiro de Alfredo Jiménez Mota, um jornalista mexicano especializado em temas de segurança pública e crime organizado do matutino El Imparcial, de Hermosillo, que está desaparecido desde 2 de abril.

Como sabe, Jiménez desapareceu de sua casa na cidade de Hermosillo, no estado de Sonora, por volta das 21h00 de 2 de abril. Nessa noite, o jornalista ligou para uma colega do El Imparcial para informar que se encontraria com um de seus contatos, segundo Juan F. Healy, presidente e diretor-geral do diário. Jiménez disse que o contato estava "muito nervoso". Ninguém mais soube de Jiménez desde essa noite.


Jiménez, de 25 anos, vive sozinho em Hermosillo e trabalha para o El Imparcial há seis meses. A polícia assinalou que nenhum de seus pertences pessoais foi roubado, e que nada foi desarrumado em seu apartamento.

Alguns dos artigos recentes de Jiménez investigaram famílias de narcotraficantes na região. Investigadores de Sonora veicularam o desaparecimento do jornalista com seu trabalho jornalístico.

Segundo o CPJ, os estados do norte do México figuram entre as regiões mais perigosas para exercer o jornalismo na América Latina. Jornalistas como Jiménez, especialistas na cobertura de temas sobre crime e narcotráfico, são particularmente vulneráveis.

Estamos preocupados com a segurança de nosso colega. O instamos a conduzir uma investigação oportuna e profunda, localizar Jiménez e trazê-lo para local seguro. O CPJ continuará acompanhando a investigação e pede respeitosamente o envio de qualquer informação referente a este caso.

Obrigado por sua consideração a este urgente assunto. Aguardamos sua resposta.

Sinceramente,


Ann Cooper
Diretora-Executiva

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