"A diretora, Mona Moncalvillo, afirmou que havia recebido ordens de gente de cima, referindo-se ao governo", disse Eliaschev.
Eliaschev, que também escreve uma coluna para o semanário dominical Perfil e faz um programa para a TV a cabo, é um crítico do governo do presidente Néstor Kirchner.
"Um respeitado jornalista fez uma séria acusação de censura", assinalou a Diretora-executiva do CPJ, Ann Cooper. "As autoridades argentinas devem fornecer uma resposta rápida e detalhada".
O gerente de notícias da Radio Nacional, Nestor Piccone, negou enfaticamente na terça-feira que a saída de Eliaschev estivesse vinculada à censura, informou o matutino La Nación. "A Radio Nacional continuará sendo uma rádio plural", afirmou Piccone ao La Nación.
O programa de Eliaschev estava no ar desde 1985, e era transmitido pela Radio Nacional desde 2000. O grupo local de imprensa Foro de Periodismo Argentino (FOPEA) sustentou que a decisão foi "arbitrária e sem fundamentos". Vários jornalistas locais também manifestaram preocupação com o caso, e pela crescente intolerância do governo ante a crítica nos meios de comunicação.

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